IAC apresenta Lothar Charoux – Razão e Sensibilidade | 24 de Setembro às 19h

O IAC – Instituto de Arte Contemporânea com “Lothar Charoux – Razão e Sensibilidade” segue seu programa de exposições que, por meio de seu acervo – arquivo pessoal de artistas entre os quais Amilcar de Castro, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Willys de Castro -, cria novas proposições acerca de importantes produções.

“Lothar Charoux – Razão e Sensibilidade”, com curadoria da historiadora e crítica de arte Maria Alice Milliet, reúne cerca de 75 obras no período de 24 de setembro a 06 de dezembro de 2014 . Dos desenhos em nanquim e guache da década de 1950 a pinturas de 1980, passando pelos projetos para painéis de 1960, alguns executados de 1970, bem como as serigrafias e os trabalhos em acrílica sobre papel do mesmo período, a exposição traz ainda esculturas, objetos, azulejos e até cartões de natal que compuseram o pensamento e o processo artístico de Charoux.

Com foco na linha, forma e cor e fiel aos questionamentos concretistas, o artista dedicou-se à exploração dos efeitos visuais, criando espaços nos quais as formas interagiam constantemente com o olhar do público. “Asséptico nos recursos empregados, tudo o que criava vinha da paixão pela exploração das possibilidades da linha sobre o plano”, ressalta Maria Alice Milliet.

Integrante do grupo concretista Ruptura – liderado pelo artista Waldemar Cordeiro, que além de estudar o abstracionismo, discutia os novos caminhos da arte, da arquitetura e do design – Charoux fez parte da primeira exposição do movimento no MAM-SP em 1952, quando o grupo lançava o manifesto contra toda e qualquer forma de pintura naturalista, propondo a renovação de valores essenciais da arte visual e em cujo verso vinha escrito em vermelho: “a obra de arte não contém uma ideia, é ela mesma uma ideia.”

Segundo a curadora, esse postulado, ao negar a arte-cópia da realidade em favor da arte concreta, produz um corte radical em relação à tradição figurativa. “Na prática, a introdução dos princípios construtivos na arte brasileira constitui uma revolução estética cujos efeitos chegam até nossos dias nos produtos gráficos tais como jornais, revistas, cartazes, livros etc. e no design de móveis, luminárias e objetos em geral.”

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