Grandes exposições na Europa para ficar de olho em 2016

 

Depois do clima de feriado do final do ano, é hora de seguir em frente e ficar de olho no que 2016 nos promete. Por isso, reproduzimos algumas das indicações do portal Artnet de grandes exposições que acontecerão em breve na Europa. Confira:

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Steve McQueen, Ashes (2014). Cortesia Thomas Dane Gallery, Marian Goodman Gallery Copyright Steve McQueen

“Steve McQueen” na Marian Goodman, Paris, até 27 de fevereiro
A exposição abre o calendário da galeria, com trabalhos novos ao lado de filmes já existentes do artista, incluindo ainda a nova instalação “Remember Me” (2015). McQueen está empenhado em sua nova fase da carreira, trabalhando com filmes: como recompensa, “12 Years a Slave” (no Brasil, 12 Anos de Escravidão) foi o vencedor da Palma de Ouro em Cannes e Oscar de Melhor Filme em 2013.

 

 

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Barbara Kasten, Architectural Site 7 (1986)  Foto: Courtesy Kadel Willborn, Düsseldorf

Barbara Kasten “Staging Architecture”, no Kadel Willborn, Düsseldorf, com abertura em 15 de janeiro
A artista leva sua série Architetural Sites pela primeira vez à Europa. Realizada entre 1984 e 1987, o principal tema da série são os grandes edifícios dos EUA. A fotografia de Kastens é feita através de uma prática performática onde ela cria intrincadas instalações, depois as reenquadra usando luzes coloridas e fotografa o resultado. A exposição conta ainda com um filme site specific intitulado “Sideways II” (2016).

 

 

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Paul Klée Kairuan vor dem Thor (1941). Cortesia Moderna Museet

“Klee/Aguéli” no Moderna Museet, Estocolmo, de 16 de janeiro a 24 de abril
A exposição reúne os trabalhos dos pintores Paul Klee e Ivan Aguéli. Ambos os artistas buscavam oma outra dimensão na arte: para Klee, este era um outro mundo possível, enquanto para Aguéli, era uma quarta dimensão. Apesar dos dois nunca terem se encontrado, esta exposição procura traçar um paralelo entre suas abordagens e estéticas. São cerca de 80 pinturas e desenhos, com uma curadoria que gira em torno das ideias de criação, forma, anjos, sinais e jardins.

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KAWS SMALL LIE (2013); Cortesia do artista

KAWS no Yorkshire Sculpture Park, de 6 de fevereiro a 12 de junho
As esculturas gigantes de KAWS deixam seu ambiente tipicamente urbano e fixam residência na zona rural de Yorkshire. A exposição vai reunir tanto esculturas quanto pinturas inéditas em sua estreia em um museu do Reino Unido.

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Vista da instalação de Lutz Bacher no Portikus, Frankfurt.  Via contemporaryartdaily.com

“More Than This”, de Lutz Bacher, na Secession, Viena. De 12 de fevereiro a 2 de abril
O artista conceitual Lutz Bacher vai instalar seus trabalhos na Secession, em Viena, em sua primeira individual na Áustria. O artista, que não revela sua identidade, produz desde a década de 1970, mas somente nos últimos cinco anos sua prática espirituosa e intangível vem ganhando reconhecimento.

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Eugène Delacroix The Death of Sardanapalus (1844). Cortesia The National Gallery

“Delacroix and the Rise of Modern Art” na National Gallery, Londres, de 17 de fevereiro a 22 de maio
Celebrando o legado de Delacroix, a exposição se volta para suas pinturas como líder da vanguarda romântica francesa. Citado como o fundador da estética moderna, a influencia do uso da cor e do movimento de Delacroix pode ser visto tanto nas obras de Cézanne quanto Van Gogh. A exposição vai colocar obras do mestre francês ao lado de seus contemporâneos, como Gustave Courbet e Théodore Géricault, explorando as suas influências sobre eles.

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John Baldessari para “L’Image Volée . Cortesia Fondizione Prada

“L’Image Volée”, na Fondazione Prada, Milão, de 17 de março a 28 de agosto
Com curadoria de Thomas Demand, a coletiva “L’Image Volée” (em tradução livre, A Imagem Roubada) reúne cerca de 45 artistas. Demand explora a ideia de que todos os trabalhos dependem da produção artística feita no passado, na tentativa de abordar ideias sobre originalidade e a cultura da copia e da apropriação. Alguns trabalhos foram especialmente encomendados para esta mostra, de artistas como John Baldessari, Oliver Laric e Sara Cwynar, entre outros.

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Louise Bourgeois Cell IV (1991). Cortesia Guggenheim Bilbao

“Structures of Existence – The Cells”, de Louise Bourgeois, no Guggenheim Bilbao, de 18 de março a 4 de setembro
A exposição vem do Garage Museum, de Moscou, e ocupa agora o Guggenheim Bilbao. A extensiva exploração das celas de Bourgeois oferece uma perspectiva única sobre o seu trabalho e o impacto que a sua história turbulenta de família causou sobre ela, como artista e como pessoa. A forma como Bourgeois colocou seus trabalhos em diálogo uns com os outros nestas celas criou comentários revolucionários sobre família, feminismo e psicologia.

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Michael Craig-Martin, Globalisation (2012) . Cortesia Jenkins Johnson Gallery

 

“Conceptual Art in Britain 1964-79” na Tate Britain, Londres, de 12 de abril a 29 de Agosto
A exposição explora a evolução da arte britânica durante este período considerado crucial. A retrospectiva apresenta obras de 21 artistas como Susan Hiller, Michael Craig-Martin e Richard Long, entre outros.

 

 

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Francis Bacon at Marlborough Fine Art, C8. Cortesia Marlborough Fine Art.

“Francis Bacon: Invisible Rooms” na Tate, Liverpool, de 18 de maio a 18 de setembro
A exposição é um olhar profundo sobre o trabalho de um dos artistas mais fascinantes do século 20. “Francis Bacon: Invisible Rooms” aborda como Bacon usou técnicas de enquadramento em várias de suas obras. São 35 trabalhos, incluindo alguns de seus dípticos e trípticos.

 

 

 

 

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Still do video promocional da 9ª Bienal de Berlim

9ª Bienal de Berlim, de 5 de junho a 18 de setembro
A Bienal tem recebido críticas variadas desde sua criação, em 1998, mas o cenário da arte Berlim vem ganhando um impulso considerável nos últimos anos. Aliado a isso, esta edição tem a curadoria do coletivo DIS e aposta em um elemento surpresa: em seu website oficial, a Bienal afirma que “a 9ª Bienal de Arte Contemporânea pode ou não incluir arte contemporânea”. É esperar para ver.

Manifesta 11, Zurique, de 11 de junho a 18 de setembro
Depois da edição controversa de 2014, há muita expectativa em torno da 11ª edição da bienal europeia deste ano. Desta vez a cidade eleita é Zurique e o título é “What People Do To Make Money”. Pela primeira vez a Manifesta terá a curadoria de um artista; Christian Jankowski trabalha em Berlim e cria obras e performances colaborativas.

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Alisa Baremboym, parcial da instalação The Great Acceleration, Art in the Athropocene, Taipei Biennial . Via alisabaremboym.com

9ª Bienal de Liverpool, de 9 de julho a 16 de outubro
Os artistas participantes desta edição da bienal serão convidados a criar episódios, junto com a equipe de curadoria, abrangendo a Grecia Antiga, a arquitetura neoclássica da cidade, o distrito de Chinatown, crianças, softwares, monumentos do futuro e flashbacks. Entre os artistas participantes estão Mark Leckey, Lucy Beech, Marvin Gaye Chetwynd, Alisa Baremboym e Lawrence Abu Hamdan.

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