Christie’s dedica dois dias às vendas de Arte Latino Americana

“Espelho D’Água”, de Adriana Varejão, tem preço inicial estimado entre US$ 300 e US$ 500 mil

Em meio a um crescente interesse pela arte latino-americana nos principais museus americanos e europeus, a Christie’s (Nova York, Rockefeller Plaza) oferece em dois dias lotes excepcionais de artistas que incluem Joaquín Torres-García, Matta, Fernando Botero, Rufino Tamayo, Claudio Bravo e Wifredo Lam. As obras oferecidas nas vendas dos dias 20 e 21 de novembro vão desde o período colonial ao contemporâneo, incluindo um grande número de obras importantes de alguns dos principais artistas brasileiros da atualidade.

Os principais destaques incluem uma obra ricamente colorida de Tamayo, “Tres Personajes” (1970), estimada entre US$ 1,5 e US$ 2 milhões. Outro destaque é “Composition Nord – Art Constructif” (1931), de Torres-Garcia, com valor inicial calculado entre US$ 1,5 e US$ 2 milhões. Além desta, outra pintura importante de Torres-Garcia será oferecida: “Constructif avec poisson ocre” (1929), com valor inicial entre US$ 600 e US$ 800 mil.

Na seleção de obras de artistas brasileiros, destacam-se “Espelho D’Água” (2008) de Adriana Varejão, com estimativa entre US$ 300 e US$ 500 mil; uma obra sem título de Os Gêmeos, com valor inicial entre US$ 200 e US$ 300 mil; e “A Praça” (1985), de Luiz Zerbini, com estimativa entre US$ 80 e US$ 120 mil. Obras de artistas como Di Cavalcanti, Volpi, Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Cildo Meireles, Leda Catunda, Tunga, Antonio Dias, e Waltercio Caldas também vão a leilão.

Com informações da Christie’s e Artdaily

E-magazine #282 – Sotheby’s| 21ª Edição da Artíssima | Pinacoteca e Masp com novos diretores artísticos

– Adriana Varejão apresenta sua primeira individual em um museu dos Estados Unidos;
– Ducan Campbell vence o Turner Prize 2014;
– Palatinik, Aguillar e Made By.. são alguns dos melhores do ano, segundo APCA;

E mais: notícias da semana, agenda de exposições no Brasil e no Mundo, calendário de feiras internacionais e leilões de arte, além da seção “Em cartaz”, com as principais mostras em cartaz. Para ler na íntegra, clique aqui.

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Cotação das mulheres no mercado de arte é dez vezes menor do que dos artistas homens

A tela Palmolive (2004), de Beatriz Milhazes, foi vendida por cerca de US$ 1,650 durante um leilão da Christie’s de Nova York em 2014

Segundo dados recolhidos pelo site Artprice, a cotação das obras produzidas pelas artistas mulheres valem até dez vezes menos do que as criadas pelos seus colegas do sexo masculino.

Louise Bourgeois está entre as melhores cotadas, mas enquanto uma das esculturas de Bourgeois foi arrematada por US$ 10,7 milhões, um tríptico de Francis Bacon foi vendido por US$ 127 milhões.

Quando se leva em conta os artistas vivos do mundo todo que conseguiram ultrapassar o preço de US$ 1 milhão em leilões, apenas 16 mulheres se encontram em meio a um grupo de 195 homens. Entre elas estão Yayoi Kusama (34º melhor resultado em leilões); Marlène Dumas (40ª), Rosemarie Trockel (51ª), Julie Mehretu (52ª), Bidget Riley (54ª), a fotógrafa Cindy Sherman (73ª) e Jenny Saville (79ª), as únicas entre os 100 primeiros do ranking. Duas brasileiras também aparecem neste seleto grupo: Beatriz Milhazes (na 119ª posição) e Adriana Varejao (147ª).

Yayoi Kusama é a mais bem cotada entre as artistas vivas, ocupando o 34º lugar do ranking geral

Ainda segundo este levantamento, artistas do sexo masculino acumulam 93% das melhores ofertas em todo o mundo. Em termos de comparação, mais de US$ 47 milhões separam os recordes de vendas em leilão de Jeff Koons e Yayoi Kusama. Enquanto a marca de Koons, líder do mercado contemporâneo, é de US$ 52 milhões em um leilão da Christie’s, a maior soma de Kusama está na casa de US$ 5 milhões, atingida na mesma casa de leilões em 2008.

Críticos, historiadores, especialistas e diretores de feiras de arte refletem sobre estas notáveis diferenças. Alguns consideram este debate superado e ancorado nos preconceitos culturais do passado, e apesar das qualidades das produções serem equiparadas, espera-se que ainda vai levar alguns anos para que os preços também sejam equivalentes.

Com informações do Latin American Art

E-magazine #257 – Arte Contemporânea Brasileira| Artes decorativas |Adriana Varejão

– Depois de Oslo, Lyon recebe exposição de Arte Contemporânea Brasileira;
– Louvre reabre Galerias de Artes decorativas do Século XVIII;
– Adriana Varejão em Exposição na Victoria Miro, em Londres;

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Vídeo: “Polvo”, de Adriana Varejão, na Lehmann Maupin

Adriana Varejão, uma das principais artistas contemporâneas do Brasil, continua a abordar questões de identidade cultural em sua abordagem multidisciplinar da arte.

Em “Polvo”, ela partiu de um censo realizado em 1976 no país, que deixou em aberto a pergunta “Qual é a sua cor?”. O resultado foram 136 diferentes termos, alguns inusitados e muitos deles, figurativos, em contraponto aos cinco grupos estabelecidos: branco, preto, vermelho, amarelo e pardo. Adriana escolheu os 33 mais exóticos, poéticos e significativos e, a partir deles, criou as suas próprias tintas a óleo baseadas em tons de pele. Assim, surgiram as cores ‘Fogoió’, ‘Enxofrada’, ‘Café com leite’, ‘Branquinha’, ‘Burro quando foge’, ‘Cor firme’, ‘Morenão’, ‘Encerada’ e ‘Queimada de sol’, entre outras.

A exposição, que esteve recentemente no Galpão Fortes Vilaça, agora ocupa a Lehmann Maupin até 21 de junho.

Neste vídeo do Blouin ArtInfo, Adriana Varejão fala sobre o conceito e as obras da exposição (em inglês).

E-magazine #249 – ChinaArteBrasil | Pesquisa Latitude | Adriana Varejão

– Exposição ChinaArteBrasil abre hoje dia 10 de abril, na Oca do Parque Ibirapuera, apresentando mais de 110 obras de 62 artistas chineses contemporâneos;
– Pesquisa setorial Latitude aponta crescimento no mercado brasileiro de arte contemporânea;
– Adriana Varejão na exposição “Polvo”, em cartaz no Galpão Fortes Vilaça

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Últimas semanas para visitar Adriana Varejão no MAM

“Parede com incisões à la Fontana, 2000”, obra que está na exposição do MAM

Vai até o dia 16 de dezembro, no MAM, a primeira e mais abrangente exposição panorâmica de Adriana Varejão, uma das mais conceituadas artistas brasileiras no cenário internacional, com um recorte que abarca vários períodos de sua carreira a partir dos anos 1990 e traz obras de coleções do Brasil e exterior

Com curadoria de Adriano Pedrosa, “Histórias às margens” traz 42 trabalhos fundamentais da artista produzidos desde 1991, mais da metade deles inéditos no país, vindos de coleções como Fundación “la Caixa” (Madri) e da Tate Modern (Londres), além de novas pinturas feitas especialmente para a mostra.

Nas salas, distribuem-se 42 obras, muitas delas inéditas no Brasil, entre as quais uma em grandes dimensões produzida especialmente para a exposição. Além desse novo painel, de cerca de 18 metros de extensão, composto por 54 módulos de pintura, outros dois trabalhos foram produzidos para o MAM. Uma pintura em grande formato, com o panorama da Bahia de Guanabara, Rio de Janeiro, e um prato, ambos recriados em estilo chinês, nos quais a artista retoma sua série Terra Incógnita, iniciada em 1992, introduzindo elementos de seu trabalho atual. Estarão presentes os exemplos mais significativos das séries de  Pratos, Saunas, Ruínas de Charque, Mares e Azulejos, Línguas e Incisões, Irezumis, Acadêmicos, Proposta para uma Catequese e Terra Incógnita. Ainda, presentes, estarão trabalhos que a artista apresentou na Bienal de São Paulo em 1994 e 1998.

Adriana Varejão – Histórias às margens, Museu de Arte Moderna (MAM), Parque do Ibirapuera, s/n, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: (11) 5085-1300. Até 16/12. Grátis.

Adriana Varejão é artista brasileiro mais caro de feira em Nova York

 

“The guest”, 2004. Óleo sobre tela, 45 x 70 cm. A obra faz parte da série “Saunas”

Entre as obras mais caras da quinta edição da Pinta, feira anual de arte latino-americana que abriu ontem em Nova York, estão três artistas brasileiros.

Num só estande, da galeria carioca Athena, está uma tela da série “Saunas”, de Adriana Varejão, à venda por US$ 1,2 milhão, uma instalação de Mira Schendel por US$ 800 mil e um quadro de Cildo Meireles ofertado pelo mesmo valor.

Essa artista italiana radicada no Brasil é outra que está em ascensão no mercado. Mesmo com longa e respeitada carreira, Maiolino vem chamando mais atenção desde que foi escalada para a próxima Documenta, uma das mostras de arte mais importantes do mundo marcada para junho do ano que vem em Kassel, na Alemanha.

Na Pinta, seus trabalhos foram elogiados por Tiqui Atencio, do comitê de aquisições de arte latino-americana da Tate, em Londres, e Ella Cisneros, uma das maiores colecionadoras de arte da região que mantém um museu privado em Miami.

José Mario Brandão, sócio da galeria, diz que aumentou os preços das obras quando soube dos valores pedidos por trabalhos da mesma série agora expostos na galeria Dickinson, em Nova York.

Cada peça de “Livro da Luz”, pequenos quadros de motivos geométricos, não sai por menos de US$ 65 mil e tem de ser vendidos em grupos de quatro.

Jovens artistas que trabalham com motivos geométricos, aliás, também tiveram forte saída entre colecionadores que foram ao vernissage. Ricardo Alcaide, venezuelano radicado em São Paulo que dialoga com o construtivismo, teve três obras vendidas no estande da galeria Baró nas primeiras horas do evento.