Primeiro trabalho interativo de Banksy critica a violência policial contra refugiados

Um novo mural de Banksy surgiu neste final de semana em frente à embaixada francesa em Londres. O stencil critica o uso de gás lacrimogêneo pela polícia francesa no campo de refugiados em Calais conhecido como “Jungle”.

Inspirada no cartaz icônico do musical Les Miserables, a imagem mostra uma jovem garota, chorosa, sendo envolvida por um gás que sai de uma lata, logo abaixo. Um QR Code ao lado do mural leva a um vídeo onde a polícia francesa dispersa parte do acampamento em janeiro deste ano. Este é o primeiro trabalho interativo de Banksy.

De acordo com o jornal The Guardian, o vídeo de sete minutos mostra evidências de que a polícia francesa fez uso do gás lacrimogênio, além de balas de borracha e granadas de efeito moral, em uma tentativa de dispersar os refugiados depois de a área ter sido considerada insegura. A polícia nega veementemente o uso destes recursos.

Uma imagem da pintura apareceu no site do artista, confirmando a autoria do trabalho.

Com informações do The Guardian, Artnet e site do artista

Em nova série de murais, Banksy pinta Steve Jobs e faz referência à crise dos refugiados na Europa

Banksy

Steve Jobs é filho de um imigrante sírio. Foto via banksy.co.uk

Banksy abordou a crise dos refugiados em uma série de novos trabalhos criados nos arredores da cidade de Calais, no norte da costa francesa – onde recentemente funcionou seu parque Dismaland. Os trabalhos incluem um mural onde retrata o guru da Apple, Steve Jobs.

Pintado em uma parede no campo de refugiados apelidado “the jungle”, o artista desenhou o co-fundador da Apple carregando um dos primeiros computadores Macintosh e um saco de lixo preto, em uma clara referência ao pai de Jobs, que chegou aos Estados Unidos vindo da Síria, depois da Segunda Guerra Mundial.

"Maybe this whole situation will just sort itself out." Foto via banksy.co.uk

“Maybe this whole situation will just sort itself out.” Foto via banksy.co.uk

De acordo com o New York Times, Banksy – que raramente fala ao público sobre suas obras – emitiu um comunicado através de seu porta-voz, dizendo: “Muitas vezes somos levados a acreditar que a migração drena os recursos de um país, mas Steve Jobs era filho de um imigrante sírio. Mas a Apple é a empresa mais rentável do mundo, que paga mais de US$ 7 bilhões por ano em impostos – e ela só existe porque eles aceitaram um jovem de Homs”. No site de Banksy e sob o mural grafitado, encontra-se o subtítulo “O filho de um imigrante da Síria”.

Versão de Banksy para "The Raft of the Medusa", de Théodore Géricault. Foto via banksy.co.uk

Versão de Banksy para “The Raft of the Medusa”, de Théodore Géricault. Foto via banksy.co.uk

O artista também recriou a obra “The Raft of the Medusa (1818 – 1819)”, de Théodore Géricault; na sua versão, Banksy retrata uma balsa cheia de imigrantes que tentam chamar a atenção de um navio que passa. No site do artista, a obra tem uma legenda: “Nós não estamos todos no mesmo barco”.

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Banksy pintou quatro novos trabalhos nos arredores de Calais. Foto via banksy.co.uk

O último trabalho desta série apareceu em uma praia de Calais. Ele retrata uma criança com os cabelos ao vento, uma mala de viagem aos seus pés, olhando para o mar através de um telescópio, com um abutre sentado sobre ele.

Com informações do ArtDaily e Artnet

Quem são os artistas mais populares da internet?

#WithSyria, de Banksy, via Twitter

De acordo com o Top 300 publicado pelo portal Artnet, Banksy, o anônimo artista de rua britânico, recebeu mais visitas em sua página do que qualquer outro artista do ranking consecutivamente durante os últimos seis meses.

Banksy tem sua popularidade atribuída à sua capacidade de surpreender e gerar manchetes até mesmo sobre os menores acontecimentos.

O artista japonês Nobuyoshi Araki assumiu o segundo lugar de Andy Warhol, que ficou agora com a 3ª posição. Araki, que recentemente apresentou uma controversa instalação em Nova York, é apenas um dos vários nomes inesperados entre os dez primeiros lugares, ao lado de Joel-Peter Witkin (7º) e Jock Sturges (8º).

O que estes artistas têm em comum? Araki, Witkin, Sturges e os mais conhecidos Helmut Netwon e Francesca Woodman (classificados em 6º e 10º lugares) são todos fotógrafos, que muitas vezes apresentam nus em seus trabalhos. Em outras palavras, eles podem estar recebendo visitas impulsionadas pela natureza de suas imagens, mais do que pelo seu valor de mercado.

Mas quando os resultados se restringem às buscas dentro do Artnet Price Database (PBD), cuja motivação não é “recreativa”, mas impulsionada para fins de pesquisa e coleção, a classificação é muito diferente. Pablo Picasso, o 4ª no Top 300, pula para o topo entre as pesquisas no PDB, seguido por Warhol e Joan Miró. O resultado para Roy Linchtenstein, no entanto, é elevado em ambas as listas (5º na geral e 4º no PDB), enquanto Damien Hirst e Salvador Dalí, em 11º e 12º na listagem geral, estão em 9º e 10º de acordo com os resultados do PDB.

Ocupando do 5º ao 8º lugar no ranking do PDB, Marc Chagall, Alexander Calder, Gerhard Richter e Lucio Fontana têm classificações muito menores nas pesquisas gerais, em 19º, 32º, 21º e 86º respectivamente.

Outra diferença é que os resultados das pesquisas no PDB são mais estáveis ao longo do tempo: embora a ordem mude um pouco, os dez primeiros nomes mantiveram-se constantes desde abril. No Top 300 geral, 21 artistas se revezam entre os dez primeiros ao longo dos últimos seis meses.

top300

Confira o TOP 300 dos últimos seis meses neste link.

Instagram em foco: #Dismaland

Na série de posts “Via Instagram”, selecionamos uma #hashtag que destaque os assuntos do momento no cenário internacional das artes.

Hoje, a escolhida é #Dismaland. O artista britânico Banksy revelou, no último final de semana, seu mais novo e grandioso projeto. Trata-se de Dismaland, um festival de arte mascarado de parque de diversão, que satiriza o universo da Disneylandia.

Além de 10 trabalhos inéditos de Banksy, a atração apresenta produções de outros 58 artistas internacionais convidados, como Damien Hirst, Bill Barminski, Caitlin Cherry, Mike Ross e John Keyes, entre outros. Com duração de apenas cinco semanas, Dismaland receberá visitantes apenas até o dia 27 de setembro.

Confira as imagens:

Dismaland under sunny skies 😎

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Confirmado: Banksy inaugura Dismaland, “diversões e anarquismo” no maior projeto do artista até agora

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Acabando com o suspense, o artista britânico Banksy finalmente anunciou nesta quinta-feira, dia 20, a abertura de Dismaland. Confirmando os rumores dos últimos dias, o novo projeto do artista ocupará uma área desativada de um resort na região litorânea de Somerset, no Reino Unido.

Segundo o site oficial, Dismaland é um “festival de arte, diversões e anarquia para principiantes”. O parque estará aberto durante cinco semanas, entre 22 de agosto e 27 de setembro; serão aceitos até quatro mil visitantes por dia, e a entrada (que custa três libras) só poderá ser comprada no site da atração.

O festival de arte, mascarado de parque de diversão, satiriza o universo da Disneylandia. Além de 10 trabalhos inéditos de Banksy, a atração apresenta produções de outros 58 artistas internacionais convidados, como Damien Hirst, Bill Barminski, Caitlin Cherry, Mike Ross e John Keyes, entre outros.

Os visitantes vão encontrar um mundo em miniatura feito à mão por Jimmy Cauty; um garanhão construído a partir de andaimes, de Ben Longo; e um veículo blindado, repaginado com escorregadores infantis, entre outros destaques.

Banksy é um ícone contemporâneo, cuja identidade permanece cercada de mistério e polêmica. Seus trabalhos ficaram conhecidos no mundo todo pelo teor satírico e contestador, que denuncia os problemas da sociedade atual.

 

Com informações do The Guardian, Dismaland, BBC e Blouin Artinfo

Mosaico Touch of Class: Autorretrato de Da Vinci em exposição,  Banksy em Gaza, encomenda de US$ 8 milhões à Jeff Koons e mais…

Toda semana, a Touch of Class publica um apanhado das notícias que circularam pelo mundo das artes. Mantenha-se informado!

Recentemente descoberto, autorretrato de Leonardo da Vinci está em exibição nos EUA: Este é apenas o segundo autorretrato existente do artista e agora está em exibição no Muscarelle Museum of Art do College of William & Mary em Williamsburg, Virginia. Descoberto há apenas cinco anos, foi executado em giz vermelho e representa um Da Vinci de 53 anos de idade. A exposição “Leonardo Da Vinci And The Idea Of Beauty” reúne ainda outros 20 desenhos preciosos, incluindo um estudo para a “Virgin of the Rocks” (1483–1486). Oito obras de Michelangelo Buonarroti completam a mostra, que permanece em cartaz até 5 de abril e depois segue para o Museum of Fine Arts de Boston (de 15 de abril a 14 de junho). #DaVinci #autorretrato #históriadaarte

Banksy deixa sua marca em Gaza: o artista de rua que ganhou fama internacional, mas prefere manter-se anônimo, lançou uma série de novos trabalhos em Gaza. Nestas mais novas intervenções, aborda a situação terrível dos 1,8 milhão de palestinos confinados nesta área de Gaza. Toda a ação do artista resultou em um vídeo de dois minutos, intitulado “Make this the year YOU discover a new destination” (link: http://www.banksy.co.uk/index5.asp), onde apresenta suas obras, em meio aos escombros da guerra. #streetart #banksy #grafitti #Gaza #contemporaryart

Museo Reina Sofia adquire €348,884 em obras durante a ARCO: o Museu de Madri comprou 26 obras de arte durante a feira da semana passada, contribuindo com isso para confirmar o sucesso desta edição do evento. Dentre as obras adquiridas estão “The Expression of Hands” (1997), de Harun Farocki; “Timing” (1973-1980), de Dóra Maurer; a série de fotos “Artist at Work” (1978), de Mladen Stilinovic; o vídeo “Preparação II” (1976) da artista brasileira Leticia Parente; e a instalação “Untitled” (2014) da jovem artista espanhola Julia Spínola. #ARCOMadrid #ARCO2015 #MuseoReinaSofia

Time de baseball encomenda escultura de US$ 8 milhões a Jeff Koons: a cidade de Sacramento e o Sacramento Kings anunciaram a encomenda ao artista Jeff Koons de uma escultura permanente que será exibida na nova arena do time. A cidade, o Kings e três proprietários da equipe contribuirão com US$ 8 milhões. Outro US$ 1,5 milhão serão usados para que artistas locais decorem a arena. Este será o maior investimento destinado a arte pública da região. #JeffKoons #SacramentoKings #sculpture #escultura #artepública

“Second Body”, de Antony Gormley, na Thaddaeus Ropac: a exposição reúne inúmeras esculturas do artista britânico na Thaddaeus Ropac de Paris. Em cartaz até julho, a mostra apresenta como Gormley continua sua investigação da relação entre o corpo humano e o espaço. Os destaques incluem “Expansio Field”, uma instalação de sessenta esculturas construídas em chapas de aço; e a site-specific “Matrix II”, desenho tridimensional com dezesseis peças interconectadas. #AntonyGormley #ThaddaeusRopac #contemporaryart

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Banksy alcança US$ 575 mil em leilão de Miami

“Kissing Coppers”, de Bansky, a única das três peças do artista arrematada no leilão

Uma das três obras do artista britânico Banksy, oferecida no leilão Fine Art Auctions, em Miami, foi vendida por US$ 575 mil.

A peça “Kissing Coppers”, um grafite de 2005 removido da lateral do Prince Albert Pub (Brighton, Inglaterra), tinha valor estimado entre US$ 500 e US$ 700 mil.

Outros dois trabalhos do polêmico artista – “Bandaged Heart” e “Crazy Horse Car Door” – não foram vendidos porque não atingiram seus lances mínimos.

“Kissing Coppers” é um stencil em preto e branco que representa dois policiais ingleses em um beijo apaixonado. O pedaço da parede foi removido e enquadrado, antes que o pub o vendesse para o comerciante de arte Stephan Keszler, que também é o dono das duas outras peças. A obra pesa nada menos do que 1,5 tonelada.

Com informações do The Finest

Banksy encerra residência em Nova York com doação para obras de caridade

“The banality of the banality of evil”, tela à óleo assinada por Banksy, começou o leilão já com lances que batiam os U$ 74 mil

Concluindo um mês inteiro de intervenções pelas ruas da cidade, o artista Banksy apresentou seu último trabalho. Intitulado “The Banality of the Banality of Evil”, consiste em uma tela pintada com um homem em uniforme nazista contemplando um lago e as montanhas cobertas de neve, a partir de um banco de madeira.

A Housing Works dá suporte para pacientes de HIV que vivem nas ruas de Nova York. A instituição opera 12 brechós e vende muitos itens em leilões online. Foi em um destes brechós que a tela a óleo original foi adquirida, por US$ 50, dois meses atrás. Banksy fez duas intervenções na tela, pintando o soldado nazista e assinando o próprio nome.

A tela será leiloada em benefício da organização Housing Works e até agora, as propostas já alcançaram mais de US$ 310 mil. “A maioria dos nova-iorquinos tem acompanhado de perto o que Banksy vem realizando nos últimos 30 dias”, disse a diretora da instituição, Rebecca Edmonson. “Houve controvérsias. Mas é ótimo poder encerrar com algo notável, voltando à comunidade de Nova York”.

Com informações do Art Observed e Bloomberg

Banksy divulga seu 18º trabalho da série em Nova York, com colaboração dos brasileiros Os Gêmeos

Na manhã desta sexta-feira, o polêmico Banksy publicou em seu Instagram a foto da 18ª obra realizada durante a sua estadia em Nova York, nomeada “Better Out Than In”. O trabalho teve a colaboração da dupla Os Gêmeos, destaques brasileiros da street art.

Na obra, Banksy e Os Gêmeos colocaram lado a lado telas com seus personagens característicos. Em um mural, os homens armados de Banksy cercam um protestante com traços peculiares da dupla brasileira, enquanto no outro, um policial está cercado por uma multidão de personagens típicos de Os Gêmeos.

Os murais estão pendurados na West 24th Street e abertos à visitação até o próximo domingo. O acesso restrito levantou a questão se este trabalho é de fato uma “arte de rua”.

Com informações da Complex

Banksy anuncia mostra com um mês de duração pelas ruas de Nova York

“The street is in play” é a primeira imagem divulgada do projeto de Banksy que promete “invadir” Nova York

Esta é a mais recente investida do polêmico artista de rua britânico, e talvez a mais ampla e expansiva de sua trajetória até aqui. Ao invés de tomar apenas um pedaço de calçada ou uma parede, Banksy promete invadir uma cidade inteira com suas obras.

“Better Out Than In” é o nome da exposição anunciada no dia 1º de outubro, dentro dos padrões do artista: de uma forma nada habitual e um tanto quanto misteriosa. Uma mensagem de voz em seu site oficial anuncia a novidade, ao lado de sua primeira imagem: uma criança segurando uma lata de spray, em pé sobre as costas de outra criança, sob uma placa que diz “Grafite é crime”.

Cada imagem espalhada pelas ruas da cidade promete vir acompanhada de um telefone 0800. Ao ligar, o espectador ouve um áudio-guia sobre a obra. Fotografias das obras realizadas pelo artista vêm sendo divulgadas em seu site e sua conta pessoal do Instagram diariamente.

Parede grafitada no Brooklyn

Além de inúmeros grafites, Banksy já exibiu inclusive uma intervenção em um caminhão de entregas, convertido em um jardim móvel (incluindo cachoeira, borboletas e um arco-íris) desde que iniciou o projeto, há pouco mais de uma semana.

Caminhão de entregas transformado em um jardim ambulante, que percorrerá as ruas da cidade

Apesar de algumas peças públicas de Banksy terem sido arrancadas das paredes e vendidas recentemente em leilões, este projeto mostra que o artista não perdeu nada de seu perfil jocoso, nem a sagacidade sobre o lugar que a arte de rua ocupa no atual mercado global.

Com informações do The New York Times e Art Observed