Lista com obras mais caras de mulheres artistas inclui a brasileira Beatriz Milhazes

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Beatriz Milhazes, ‘O Moderno” (2012). Imagem cortesia da Phillips.

As mulheres tiveram um ano de peso no cenário da arte internacional, tanto em suas produções quanto em suas vendas em leilão.

O portal Artnet fez o levantamento anual de 2015 considerando as vendas das artistas mulheres vivas e em atividade. Comparado com seus rankings de anos anteriores, este traz algumas caras novas, como a prodigiosa Taua Auerbach se unindo à pintoras como Paula Rego e Beatriz Milhazes na lista dos peso pesados dos leilões. Com base nas informações do seu banco de dados de preços, o portal coloca Cady Noland no topo da lista, com a venda de Bluewal (1989) em maio, e Yayoi Kusama em segundo lugar, com a venda de NO. RED B (1960).

Com uma mistura de pintura, escultura, fotografia e instalação, a lista apresenta uma fonte de ecléticas – e caras – obras de mulheres artistas.

Top 10 – Lotes mais expressivos

01 – Cady Noland, Bluewald (1989)
Vendido na Christie’s Nova York em maio por cerca de US$ 9.8 milhões.

02. Yayoi Kusama, NO. RED B (1960)
Vendida por US$ 7 milhões na Sotheby’s Hong Kong em outubro; As vendas e a atuação de Kusama no cenário internacional acabaram por consagrá-la como a artista mais popular do ano.

03 – Julie Mehretu, Looking Back to a Bright New Future (2003)
Foi um ano de vendas importantes para Mehretu, cuja obra citada foi arrematada por cerca de US$ 3,5 milhões na Christie’s de Londres no mês de junho.

04 – Cindy Sherman
Nas vendas de maio na Christie’s Nova York, um dos stills de filmes fotografados por Sherman foi arrematado por US$ 3 milhões.

05 – Tauba Auerbach, série Fold
Peças da séie foram vendidas na Phillips em Londres duante este ano. Untitled (Fold) (2011) alcançou US$ 2,2 milhões em outubro; Untitled (Fold) X (2009) foi vendida por aproximadamente US$ 1,9 milhão em fevereiro e Untitled (Fold) (2010) por cerca de US$ 1,5 milhão em novembro.

06 – Paula Rego
No leilão de ate contemporânea da Sotheby’s de Londres, em julho, foram vendidos dois trabalhos da artista. The cadet and his sister (1988) alcançou US$ 1,8 milhão, enquanto Looking out (1997) foi vendido por US$ 1,5 milhão.

07 – Vija Celmins, Lon Ocean (1973)
A tela fotorealística da artista foi arrematada por US$ 1,3 milhões em maio na Sotheby’s de Nova York. A artista também aparece na lista dos artistas vivos mais colecionados.

08 – Beatriz Milhazes, O Moderno (2002)
As camadas coloridas da obra de Beatriz Milhazes alcançaram cerca de US$ 1,3 milhões no leilão de novembro da Phillips Nova York. A artista também inovou este ano e, recentemente, apresentou suas esculturas em uma exposição na James Cohan Gallery.

09 – Jenny Saville, Matrix (1999)
A pintura da artista britânica alcançou US$ 1,2 milhões em junho, na Christie’s de Londres.

10 – Tracey Emin, Exorcism of the Last Painting I Ever Made (1996)
A obra foi vendida em fevereiro, na Christie’s de Londres, por US$ 1,1 milhão.

Top 10 – Soma de vendas
Não deveria ser surpresa que 2015 foi o ano de Yayoi Kusama. Foram impressionantes 488 lotes da artista arrematados em leilão, que somaram um total de US$ 58 milhões. Confira o desempenho das outras mulheres neste ranking que traz a classificação a partir da soma das vendas:

1. Yayoi Kusama: US$58,348,118
2. Cady Noland: US$9,803,603
3. Cindy Sherman: US$9,602,247
4. Julie Mehretu: US$8,649,965
5. Tauba Auerbach: US$5,930,613
6. Paula Rego: US$3,407,592
7. Chen Peiqiu: US$2,981,394
8. Tracey Emin: US$2,751,275
9. Beatriz Milhazes: US$2,740,511
10. Elizabeth Peyton: US$2,714,626

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No Dia Internacional da Mulher, conheça as artistas mais vendidas em leilões de arte

Apesar de figurar apenas no terceiro lugar da lista, é de Georgia O’Keeffe o quadro mais caro de uma artista mulher já vendido em leilão. Em novembro do ano passado, “Jimson Weed / White Flower Nº 1” (1932) foi vendido pela Sotheby’s por US$ 44,4 milhões

Recentemente, o portal Artnet – que detém um completo banco de dados das vendas do mercado secundário de arte realizadas no mundo todo – publicou uma lista com as artistas que alcançaram as maiores somas em leilões nas últimas três décadas.

Foram examinados os resultados das vendas em casas de leilões desde 1985 e o resultado é uma listagem com 50 nomes poderosos. A maior parte destas mulheres despontou nos séculos XX e XXI, com a arte pós-guerra ou contemporânea.

Entre as artistas, figura apenas uma brasileira: Beatriz Milhazes, ocupando a 41ª posição. Seus 70 trabalhos vendidos em leilões somaram mais de US$ 23 milhões (dados compilados até novembro/2014).

Confira a listagem completa:

Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, comemora 78 anos

Escultura do artista Sérgio Camargo (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira, dia 13, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) comemora seu 78º aniversário com a abertura da exposição “Apreensões e Objetos do Desejo: obras doadas pela Receita Federal ao MNBA”, com cerca de 20 obras de arte. Os visitantes poderão ver trabalhos do italiano Michelangelo Pistoleto, do indiano Anish Kapoor, do húngaro Victor Vasarely e do argentino Miguel Ángel Ríos, entre outros. Além disso, a mostra contempla obras de brasileiros, como Os Gêmeos, Beatriz Milhazes e Daniel Senise.

As peças completarão lacunas relativas ao período moderno e contemporâneo do acervo do museu e depois da exposição, que segue até 29 de março, as obras passarão por um processo de conservação e pesquisa, antes de figurarem no circuito permanente do MNBA.

O acervo do museu remonta aos tempos do Brasil Império, com um conjunto de obras trazidas por D. João VI de Portugal, em 1808. A esse acervo, juntou-se a coleção de Joachin Lebreton, chefe da missão artística francesa, além de outras obras dos séculos 19 e início do século 20.

Em 1937, foi construída a nova sede da Escola Nacional de Belas Artes, com projeto do arquiteto Moralles de los Rios, e o acervo foi transferido para lá. Em 13 de janeiro de 1937 o Museu foi criado oficialmente.

Com informações do Ministério da Cultura e do Museu Nacional de Belas Artes

E-magazine #273 – Van Gogh | Beatriz Milhazes | Jasper Johns

– Obra de Van Gogh pode alcançar US$ 50 Milhões em Leilão da Sotheby’s, em Novembro;
– Pérez Art Museum de Miami apresenta mostra importante de Beatriz Milhazes;
– Sotheby’s oferece a Icônica Flag, de Jasper Johns, em seu Leilão de Arte Contemporânea

E mais: notícias da semana, agenda de exposições no Brasil e no Mundo, calendário de feiras internacionais e leilões de arte, além da seção “Em cartaz”, com as principais mostras em cartaz. Para ler na íntegra, clique aqui.

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Cotação das mulheres no mercado de arte é dez vezes menor do que dos artistas homens

A tela Palmolive (2004), de Beatriz Milhazes, foi vendida por cerca de US$ 1,650 durante um leilão da Christie’s de Nova York em 2014

Segundo dados recolhidos pelo site Artprice, a cotação das obras produzidas pelas artistas mulheres valem até dez vezes menos do que as criadas pelos seus colegas do sexo masculino.

Louise Bourgeois está entre as melhores cotadas, mas enquanto uma das esculturas de Bourgeois foi arrematada por US$ 10,7 milhões, um tríptico de Francis Bacon foi vendido por US$ 127 milhões.

Quando se leva em conta os artistas vivos do mundo todo que conseguiram ultrapassar o preço de US$ 1 milhão em leilões, apenas 16 mulheres se encontram em meio a um grupo de 195 homens. Entre elas estão Yayoi Kusama (34º melhor resultado em leilões); Marlène Dumas (40ª), Rosemarie Trockel (51ª), Julie Mehretu (52ª), Bidget Riley (54ª), a fotógrafa Cindy Sherman (73ª) e Jenny Saville (79ª), as únicas entre os 100 primeiros do ranking. Duas brasileiras também aparecem neste seleto grupo: Beatriz Milhazes (na 119ª posição) e Adriana Varejao (147ª).

Yayoi Kusama é a mais bem cotada entre as artistas vivas, ocupando o 34º lugar do ranking geral

Ainda segundo este levantamento, artistas do sexo masculino acumulam 93% das melhores ofertas em todo o mundo. Em termos de comparação, mais de US$ 47 milhões separam os recordes de vendas em leilão de Jeff Koons e Yayoi Kusama. Enquanto a marca de Koons, líder do mercado contemporâneo, é de US$ 52 milhões em um leilão da Christie’s, a maior soma de Kusama está na casa de US$ 5 milhões, atingida na mesma casa de leilões em 2008.

Críticos, historiadores, especialistas e diretores de feiras de arte refletem sobre estas notáveis diferenças. Alguns consideram este debate superado e ancorado nos preconceitos culturais do passado, e apesar das qualidades das produções serem equiparadas, espera-se que ainda vai levar alguns anos para que os preços também sejam equivalentes.

Com informações do Latin American Art

Brasileiros são destaque em leilão da Christie’s

Imagem: 

“O Casamento” (1995), de Beatriz Milhazes. Acrílico sobre tela, 121,9 x 124,8 cm

Os artistas brasileiros estão em alta na semana de leilões em Nova York, que enfoca a arte latino americana.

Na última terça-feira, dia 19, a Christie’s realizou seu leilão Latin American Art. A tela “O Casamento” (1995), de Beatriz Milhazes, foi a segunda mais cara da noite, vendida por US$ 1,025 milhão. “Women reaching for the Moon” (1946), do mexicano Rufino Tamayo, foi a mais cara do dia, arrematada por US$ 1,445 milhão.

Entre os quatro artistas vivos que bateram seus recordes individuais de venda, estão dois brasileiros: Abraham Palatnik e Tomie Ohtake. A tela “sequência Visual S-51” (1960’s) de Platnik foi vendida por US$ 785 mil, quase sete vezes mais do que o preço estimado (entre US$ 100 e US$ 150). Já o quadro “Untitled” (1979) de Tomie Ohtake alcançou US$ 81,250 (com estimativa anterior entre US$ 40 e US$ 60 mil).

Outro artista brasileiro que alcançou valor considerável foi Sérgio Camargo, com a obra “Relevo nº285” (1970), arrematada por US$ 749 mil.

O leilão foi considerado um sucesso e alcançou US$ 14,5 milhões, com 85% das obras vendidas, confirmando a grande demanda pela arte moderna e contemporânea latino-americana.

Com informações da Christie’s, Latin American Art e Yahoo Notícias

Obra de Lygia Clark é o novo recorde brasileira de vendas em leilão: US$ 2,2 milhões

“Contra relevo (Objeto Nº 7)”, de 1959, de Lygia Clark, vendida por US$ 2,225 milhões no leilão de arte latino-americana promovido pela casa de leilões Phillips, em Nova York.

Arrematada no leilão da Phillips dedicado à arte latino-americana, a obra “Contra relevo (Objeto nº7)” de Lygia Clark alcançou US$ 2,225 milhões. O leilão aconteceu no último dia 23, em nova York, e o valor estimado da obra estava entre US$ 600 e US$ 800 mil.

A venda bateu o último recorde estabelecido por um artista brasileiro em leilão. Em novembro de 2012 a obra de Beatriz Milhazes, “Meu limão”, foi arrematada por US$ 2,1 milhões – que detém o recorde de venda entre os artistas vivos.

“Contra relevo (Objeto nº7)” é composto por três figuras geométricas pintadas em preto e branco, com dimensão de 55,5 x 55,5 x 4,5 cm. A artista será o objeto de uma retrospectiva no MoMA, em Nova York, em 2014.

Com informações do ArtInfo e G1.

Artistas brasileiros têm boa aceitação na Art Basel 2011

Obra de 1960, "Bicho", de Lygia Clark, foi vendida na feira Art Basel por R$ 3,4 milhões

Obra de 1960, "Bicho", de Lygia Clark, foi vendida na feira Art Basel por R$ 3,4 milhões

Na esteira do furacão Lygia Clark, outros brasileiros tiveram boas vendas na Art Basel, termômetro para o mercado global. Impulsionadas por grandes exposições, Anna Maria Maiolino e Mira Schendel (1919-1988) chamaram a atenção. Uma obra de Maiolino, artista escalada para a próxima Documenta em Kassel, na Alemanha, foi vendida por US$ 80 mil, ou R$ 127 mil.

Depois de sua mostra no MoMA ao lado de Leon Ferrari e com uma retrospectiva marcada para 2013 na Tate, em Londres, Schendel teve desenhos vendidos por US$ 50 mil, cerca de R$ 80 mil. Instituições privadas também focaram brasileiros.

Nuno Ramos teve duas instalações de US$ 100 mil (R$ 160 mil), compradas para o museu Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, de Viena. Já Rivane Neuenschwander, agora com uma grande mostra em turnê mundial, teve uma obra de US$ 80 mil, ou R$ 127 mil, comprada para uma fundação de Miami.

Levado a Basileia por uma galeria estrangeira, a Elvira González (Madri), Waltercio Caldas foi um dos artistas mais comentados por sua instalação na Art Unlimited, parte da feira dedicada a obras monumentais – em tamanho e preço.

Uma instalação de Ernesto Neto saiu por US$ 80 mil (R$ 127 mil), na Tanya Bonakdar, de Nova York. Também foi comercializada uma fotografia de Vik Muniz por US$ 130 mil (R$ 207 mil), e uma pintura de Beatriz Milhazes à venda por US$ 1,8 milhão (R$ 2,9 milhões) terminou a feira reservada para um colecionador.

Fonte: Folha de S. Paulo