Círculo de Bellas Artes, em Madri, exibe radiografia do Brasil de meados do século passado em fotos

A Sala Picasso do Círculo de Bellas Artes, em Madri, exibe “Modernidad: Fotografía Brasileña (1940-1964)” e nos convida a conhecer em que momento se encontrava a fotografia do país, no período compreendido entre o início da Segunda Guerra Mundial e a chamada “Revolução” brasileira.

Em cartaz até 31 de janeiro e organizada em colaboração com o Instituto Moreira Salles, a exposição é composta por mais de 200 imagens, realizadas por quatro artistas de diferentes nacionalidades. Estes imortalizaram, a partir de suas visões pessoais, a população, a arquitetura (como a da Niemeyer em Brasília) e as celebrações próprias do Brasil em um período palpitante.

Os fotógrafos encarregados de mostrar este Brasil que se abria para a modernidade são o francês Marcel Gautherot, o brasileiro José Medeiros, o húngaro Thomaz Farkas e o alemão Hans Gunter Flieg.

Via Masdearte

Instagram em foco: #SpArteFoto

Na série de posts “Via Instagram”, selecionamos uma #hashtag que destaque os assuntos do momento no cenário internacional das artes.

Hoje, a escolhida é #SpArteFoto. Encerrada no último domingo, dia 23, a feira @sp_arte reuniu em seus quatro dias de duração cerca de 30 expositores que trabalham a partir do suporte fotográfico.

Em sua 9ª edição, a SP-Arte/Foto é a principal feira de fotografia da América Latina e apresentou trabalhos de artistas como Martin Parr, Cristiano Mascaro, Miguel Rio Branco e Thomaz Farkas.

Confira as imagens que selecionamos:

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SP-Arte/Foto divulga lista de galerias participantes de sua 9ª edição

“Fachada Interior do Edifício São Borja. Rio de Janeiro” (c. 1945), de Thomaz Farkas, um dos destaques da galeria Luciana Brito para a SP-Arte/Foto 2015

Destacando a importância da fotografia como um dos principais suportes da arte dos séculos XX e XXI, desde suas vertentes vintage até a fotografia moderna e contemporânea, a 9ª edição da SP-Arte/Foto ocupa o centro expositivo do JK Iguatemi com 30 galerias que representam os principais artistas que trabalham com este suporte.

A principal feira de fotografia da América Latina abre as portas para convidados no Dia Mundial da Fotografia: 19 de agosto. Com entrada gratuita, os visitantes em geral poderão percorrer a feira entre os dias 20 e 23 de agosto.

Além de conferir em um só lugar o que há de melhor na produção fotográfica, também estão previstos uma edição do Talks, lançamentos de livros e exposições paralelas relacionadas à fotografia e sua história.

Confiram abaixo a listagem completa das galerias participantes:

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“O Sal da Terra” concorre ao Oscar de Melhor Documentário em 2015

Imagem do filme “O Sal da Terra”. Foto: Decia Film/Divulgação

Legenda: Imagem do filme “O Sal da Terra”. Foto: Decia Film/Divulgação

O documentário “O Sal da Terra”, sobre o fotógrafo Sebastião Salgado, está entre os indicados da categoria de Melhor Documentário do Oscar 2015.

Com direção de Wim Wenders e colaboração de Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião, o filme retrata a trajetória do fotógrafo brasileiro e a sua relação com Gênesis, um de seus projetos mais ambiciosos. Nele, Sebastião narra suas jornadas até as civilizações e regiões mais inexploradas do planeta, através de registros fotográficos que percorreram exposições no mundo todo.

O filme traz um misto de depoimentos, cenas em preto e branco, coloridas, imagens de arquivo e um incontável número de fotografias.

A produção concorre com Citizenfour, Finding Vivian Maier, Last Days in Vietnam e Virunga.

Confira o trailer de “O Sal da Terra”

Com informações do Terra, Folha de S. Paulo e Vermelho

Romy Pocztaruk abre hoje, quinta, na SIM Galeria

 

A curitibana SIM Galeria apresenta, entre os dias 25 de setembro e 31 de outubro, a primeira mostra individual em seu espaço da fotógrafa gaúcha e mestre em poéticas visuais, Romy Pocztaruk intitulada Um Vasto Mundo.

Com curadoria de Gabriela Motta, doutoranda em artes visuais pela USP, a exposição reúne fotografias e vídeos sobre vestígios arquitetônicos, registrados em diferentes países, como Alemanha, Bósnia, China e Uruguai, entre outros. Metade das obras são recentes e totalmente inéditas para o público.

Em paralelo a sua exposição na SIM, Pocztaruk está entre os participantes da 31ª edição da Bienal de São Paulo, maior evento relacionado à arte do país e um dos mais importantes do mundo, que acontece entre os dias 06 de setembro e 07 de dezembro.

A arquitetura é tema recorrente nas obras da artista e na exposição em Curitiba não será diferente. Às vésperas do Brasil receber as Olimpíadas de 2016, a fotógrafa apresenta na SIM a série Olympia, na qual busca investigar as transformações em estruturas urbanas e sociais que acometem as cidades-sedes. A partir dos resquícios abandonados, na maior parte das vezes instalações em ruínas, a artista rastreia o impacto do evento, que caracteriza como “apocalíptico”. Pocztaruk fotografou as vilas olímpicas de Berlim, sede da Olimpíada de 1936, e de Sarajevo, sede em 1984. Em ambas, também capturou vestígios decadentes de estádios, ginásios, acomodações e arredores.

Outro componente da mostra é o vídeo Traumberg, que exibe locais desabitados e abandonados em Berlim, tais como um parque de diversões desativado e um antigo centro de espionagem americano do período da segunda guerra mundial. “Essas ruínas urbanas foram capturadas em super-8 preto e branco, o que dá a esses lugares simbólicos e históricos um clima onírico de encanto e suspense”, descreve a artista.

Outra série ainda é composta de trailers fotografados no Uruguai, mas que poderiam compor a paisagem de qualquer outro país, dentro da busca de uma indefinição geográfica da artista. Para a curadora, “Quando se sabe em que lugar cada fotografia foi feita, claro, contextualizam-se as imagens, atribui-se à elas uma história, um clima, uma identidade. No entanto, tudo isso logo se perde novamente, fazendo emergir do conjunto de trabalhos uma tônica dominante que revela não o específico de cada lugar, mas o comum de todos eles”, diz no texto para a exposição. “Essa imprecisão dos locais leva-nos à compreensão de um mundo não delimitado por fronteiras políticas, aquelas que acabam sempre, em algum momento, gerando guerras, mortes, destruição. Uma constante entre tantas outras que nos definem.”

Na Bienal de São Paulo, Romy Pocztaruk apresenta A Última Aventura, série fotográfica que retrata cenários esquecidos ao longo da rodovia Transamazônica. De acordo com um dos diretores da SIM Galeria, Guilherme Simões de Assis, a escolha da artista para integrar esta edição da Bienal representa um reconhecimento importante de seu trabalho.

Cidades invisíveis, mostra com os principais fotógrafos brasileiros, em junho no MASP

As cidades do mundo pela lente de renomados fotógrafos do país dos anos 30 até os dias de hoje

O MASP abre na próxima sexta-feira, 13 de junho, um inédito recorte curatorial sobre a coleção de fotos do museu em mostra com 70 obras de 50 dos principais fotógrafos brasileiros nos últimos 80 anos. Em Cidades invisíveis, com curadoria de Teixeira Coelho, a maioria dos trabalhos pertence à coleção Pirelli MASP – o mais completo painel da arte fotográfica no país, com mais 1100 obras reunidas em 19 edições, de 1991 e 2012. Foram selecionadas obras de artistas como Thomas Farkas, Pierre Verger, Geraldo de Barros, Odires Mlászho, Miguel Rio Branco, João Musa, Cassio Vasconcelos, Bob Wolfenson, Ricardo Barcelos e muitos.

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O título da mostra, que será apresentada no Mezanino do 1º Subsolo, é uma citação à obra homônima de Italo Calvino, fato sobre o qual o curador aqui escreve:
CIDADES INVISÍVEIS nas fotos da Coleção Pirelli MASP

Cidades são sempre invisíveis – quase todas as cidades. Por isso, e para se colocarem ao alcance das pessoas, precisam ser reduzidas a um símbolo: a parte pelo todo, como o MASP para designar São Paulo (antes foi o prédio Martinelli ou o do Banco do Estado), a Torre Eiffel no lugar de Paris, o Empire State Building para Nova York, o Parlamento em Londres…

E as cidades são tão mais invisíveis quanto maiores forem: dentro de uma grande cidade, cada um vive numa área delimitada, bem menor que o todo, sem por vezes jamais conhecer nem mesmo zonas adjacentes.

O paradoxo é bem este: as cidades são visíveis – e tanto que foram fotografadas — e ao mesmo tempo, invisíveis ao olho cotidiano. De fato, é preciso quase sempre que uma imagem revele a alguém aquilo que essa pessoa poderia ver por si mesma e que ela de fato já viu, que ela já “conhece”. O homem contemporâneo vê muito mais por meio da lente de uma câmara fotográfica ou cinematográfica ou, cada vez mais comum, pela lente da câmara embutida no celular. Não é exagero dizer que, em situações comuns, o homem contemporâneo só vê, só enxerga, depois, quando examina a foto de um lugar ou de algo que “viu” ao vivo no passado.  Hoje, é a objetiva de uma câmara que o ensina a ver. (Com a diferença, agravante para o problema do conhecimento pela imagem, de que quanto mais amplia a imagem disponível, quase sempre menos vê e menos entende, como no emblemático filme Blow up de Antonioni…).

A dignidade das fotos aqui mostradas contesta com frequência a dignidade das fotos jornalísticas. Há, naquelas aqui expostas, um algo a mais que, ao revelar seu objeto (torná-lo visível), oculta-o novamente (vela-o, tornando-o de novo ainda mais invisível). Estas fotos foram aqui agrupadas com um critério flexível: inútil, de resto, impor uma categorização demasiado rígida às obras de arte.

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A exposição inclui fotos feitas entre 1933 e a atualidade, de autoria de 50 dos mais destacados nomes incluídos na Coleção Pirelli MASP – entre eles Cláudia Andujar, Geraldo de Barros, Gautherot, José Medeiros, Miguel Rio Branco, Thomas Farkas, Pierre Verger,  German Lorca – tendo por objeto mais de 20 cidades do Brasil e do mundo.

 

Teixeira Coelho, maio 2014

Gênesis, de Sebastião Salgado, chega a Paris

Índios Waurá pescam perto de sua aldeia. A bacia do Alto Xingu tem uma população muito diversificada. Estado de Mato Grosso, no Brasil, em 2005. © Sebastião Salgado

A Maison Européenne de la Photographie exibe, até 5 de janeiro de 2014, a série Genesis, de Sebastião Salgado. Composta por imagens em preto e branco, este se trata de um dos projetos mais ambiciosos do fotógrafo brasileiro, fruto do trabalho de oito anos de pesquisa nas regiões menos povoadas do planeta.

A exposição de 245 fotografias está dividida em cinco sessões geográficas, fruto de mais de 30 viagens do fotógrafo em busca de retratar os mais remotos santuários naturais da terra, a fauna selvagem e as culturas que permanecem inalteradas apesar da influência da sociedade moderna.

Gênesis já passou pelo Museum d’Histoire Naturelle (Londres), Sesc Belenzinho (Sao Paulo,), Musée Royal de l’Ontario (Toronto), Musée de l’Ara Pacis (Roma) e Jardim Botânico (Rio de Janeiro).

Com informações do Masdearte e Maison Européenne de la Photographie

Sebastião Salgado em exposição no Natural History Museum de Londres

Foto da Península Yamal, no Círculo Ártico, que integra a exposição de Sebastião Salgado em Londres

“Genesis”, do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, é o ponto culminante de um trabalho realizado ao longo de oito anos. A exposição reúne mais de 200 fotografias que exploram a majestade da natureza e o equilíbrio das relações humanas com o nosso frágil planeta.

São fotografias de paisagens e da vida selvagem, ao lado de imagens de comunidades que continuam vivendo de acordo com suas tradições e culturas ancestrais. Salgado viajou por 32 países em busca de montanhas, desertos, oceanos, animais e povos que “escaparam” da marca da sociedade moderna. Do deserto do Saara à floresta tropical do Brasil, Sebastião Salgado presta tributo à natureza. Sempre a preto e branco.

A mostra fica em cartaz em Londres até meados de setembro, e depois passa por Toronto, Rio de Janeiro, Roma e Paris.

Com informações do All Art News e The Guardian

Beatriz Toledo apresenta individual “Quadro” e a coletiva internacional “Humble, silent and unexplainable” na Galeria Virgílio

Beatriz Toledo, Quad#169514

Beatriz Toledo, Quad#169514

A artista Beatriz Toledo apresenta duas mostras paralelas na Galeria Virgilio, em São Paulo: Quadro, sua terceira exposição individual, e Humble, silent and unexplainable, em que reúne trabalhos de três artistas internacionais, o francês Eric Tabuchi, o americano Ed Panar e o finlandês Ville Lenkkeri.

Humble, silent and unexplainable apresenta artistas que seguem o mesmo protocolo: andar com uma câmera na mão e ir tirando fotografias ao acaso. Suas obras parecem esbarrar num caráter de “registro imediato”. Mas suas séries se constituem não pela escolha prévia de um tema, e sim pela organização posterior dessas imagens que eles vão colecionando.

Em Quadro, Beatriz Toledo questiona o estatuto da imagem fotográfica. Em um ambiente museográfico forjado, são mostradas oito fotografias dispostas em tableaux como aqueles vistos em museus como o Louvre ou o D’Orsay.  Optando por esta forma expositiva, a artista abre mão de simplesmente mostrar suas fotografias mais recentes, para propor um modo de pensá-las no contexto da arte contemporânea.

“Quadro” e “Humble, silent and unexplainable”
até 8 de outubro, na Galeria Virgílio
R. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 – São Paulo/SP