“A grande tela” reúne artistas da Geração 80 em cartaz na Galeria Berenice Arvani até 6 de setembro

Daniel Senise Óleo sobre tela, Ano 1988, 90x80 cm

Daniel Senise Óleo sobre tela, Ano 1988, 90×80 cm

Depois da arte hermética dos anos setenta, jovens artistas, como os grupos paulistanos Casa 7 e Pintura como Meio, ou os cariocas Grupo Lapa e Grandes Formatos, retomam a pintura. A Bienal de 1981 registra o fenômeno, a edição de 1983 reforça-o e a exposição “Onde Está Você Geração 80”, em 1984, no Parque Laje (RJ), acaba por celebrá-lo.

É do auge deste movimento que o curador João Pedrosa foi buscar os 18 trabalhos de 18 artistas daquela geração para realizar a exposição A Grande Tela, a primeira em galeria que, a partir de acervos de colecionadores e dos próprios artistas, busca traçar um recorte deste marco da pintura contemporânea brasileira. As obras selecionadas foram concebidas na década de 80, a maioria no final do período, ainda que seus autores sejam nomes de destaque da produção atual: Ângelo Venosa; Daniel Senise; Edgar De Souza; Fábio Cardoso; Fábio Miguez; Florian Raiss; Flávia Ribeiro; Guto Lacaz; Iran Do Espirito Santo; Jac Leirner; Jorge Guinle; José Leonilson; Leda Catunda; Mônica Nador; Nuno Ramos; Paulo Monteiro; Paulo Pasta Roberto Mícoli e Sérgio Romagnolo.

Segundo Pedrosa, essa exposição “trata-se de uma boa amostra para a atual geração de artistas, de um tempo no qual, os pais deles eram tão jovens quanto eles são hoje, quando o mundo era mais ingênuo, quando o Brasil renascia para a democracia, e quando fazer Arte, era a coisa mais importante, mais nova, excitante e audaciosa, do mundo”.

A Grande Tela
até 6 de setembro, na Galeria Berenice Arvani
Rua Oscar Freire, 540 – São Paulo

Exposição de Judith Lauand na Stephen Friedman Gallery em Londres até 09 de março.

O conjunto de obras exibido na mostra ‘Judith Lauand: The 1950s’ representa não apenas a gênese criativa da artista concretista bem como seu rigoroso modus operandi, evidenciado no cuidadoso processo de produção, catalogação e preservação de sua obra, que possibilitou que esses trabalhos se mantivessem inéditos e unidos em seu conjunto por mais de 50 anos.

As obras exibidas são criações autônomas: guaches, desenhos e colagens sobre papel cuidadosamente identificados pelas letras C (abreviação de Concreto) e A (abreviação de Acervo) e números que possibilitam sua observação de maneira cronológica, uma prática que Judith Lauand imprimiu também em sua produção pictórica.

São todos trabalhos produzidos nos anos 50, década fundamental na produção da artista e que representa em sua produção até hoje, e apresenta todo o rigor e a delicadeza da artista na construção de sua poética.  Os primeiros trabalhos com data de 1954, ano fundamental na carreira da artista, que passava por um período de intensa e radical transformação. ‘Em 1954 eu me encontrei com a arte concreta.[1]

Naquele ano, Judith Lauand foi monitora da 2a Bienal de São Paulo (a Bienal de ‘Guernica’, inaugurada emdezembro do ano anterior); participou e foi premiada no 3o Salão Paulista de Arte Moderna (Grande Medalha de Bronze), na Galeria Prestes Maia; realizou sua primeira mostra individual, na Galeria Ambiente (r. Martins Fontes, 223); e teve os primeiros contatos com a produção do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Judith Lauand esteve ligada ao Ruptura até a sua dissolução e foi a única mulher a participar ativamente do grupo[2]

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[1] Declaração da artista em entrevista ao crítico e curador Paulo Herkenhoff, em 1996, publicada no texto ‘Judith Lauand, Arte de Delicadezas Concretistas’; catálogo da exposição ‘Judith Lauand – Obras de 1954-1960’, Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte, São Paulo, 1996).

[2] O Grupo Ruptura foi responsável pela introdução do concretismo no Brasil ao inaugurar, em 9 de dezembro de 1952, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a mostra Ruptura, acompanhada de manifesto homônimo.

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  • A Exposição ‘JUDITH LAUAND: THE 1950s’ teve inicio no dia 08 de Fevereiro de 2013 e encerramento no dia 09 de Março de 2013.

STEPHEN FRIEDMAN GALLERY–  Londres – Inglaterra.
25-28 Old Burlington St, London W1S 3AN, Reino Unido.

Judith Lauand - Óleo sobre eucatex - Ano 1955 - 40x40cm (foi para Sthphen Frigaman em 02.01.2013)

Judith Lauand – Óleo sobre eucatex – Ano 1955 – 40x40cm (foi para Sthphen Frigaman em 02.01.2013)

Fonte: Galeria Berenice Arvani

Fotos de Vernissage: Abertura “Do Concreto ao Pop” – Galeria Berenice Arvani – 06/05

01 –Cristina Schleder, Neide Morais e Cecilia Brennand| 02 –Berenice e Veronica| 03 –Angélica Sadriano e José Henrique Rolim| 04- Foto da Abertura| 05 –Jorge Maluf e Margarette Maluf| 06 –Fernando, Leila Rodrigues, Josete de Carvalho e Lisa Matula| 07-Carmem Pousada| 08- Decio Hernandez Di Giorgi| 09- Ingard Longman

01 –Judith Lauand e Berenice Arvani| 02 – Nádia Setúbal, Berenice Arvani e Olávio Setúbal Jr.| 03 – Pitágoras Lopes | 04- Sra. Elisa de Oliveira Lima, Sr. Rubens de Oliveira Lima e Berenice Arvani| 05 –Elisabeth Zakhia, José Armando Pereira e Celso Fioravante| 06 – Veronica Vajda e Jeorge Milos| 07- Valter Sacilotto| 08- Washington e Celso Fioravante| 09- Tereza Abbud e Sr. Abbud | 10- Judith Lauand e Celso Fioravante

Fotos de Vernissage: Abertura da exposição Irmgard Longman “guaches e Pinturas” na Galeria Berenice Arvani

 01 – Celso Fioravante e Eliana Longman| 02 – Eduardo Longman e Joana Willheim|03 –Marcelo Araújo|04- Kasuriko Tamura|05–Irmgard e Maria Vilares|06– Berenice Arvani e Marcelo Araújo|07-Berenice Arvani e Josete CArvalho|08-Irmgard Longman e Marcelo Araújo|09-Celso Fioravanti e Irmgard Longman|10- Nathalie Munc

Legenda das fotos:
01 – Celso Fioravante e Eliana Longman| 02 – Eduardo Longman e Joana Willheim|03 –Marcelo Araújo|04- Kasuriko Tamura|05–Irmgard e Maria Vilares|06– Berenice Arvani e Marcelo Araújo|07-Berenice Arvani e Josete CArvalho|08-Irmgard Longman e Marcelo Araújo|09-Celso Fioravanti e Irmgard Longman|10- Nathalie Munc

Legenda das fotos:
01 –Marta Kuckzinsky  | 02 – Celso Fioravante | 03 –Irmagard Longman e Gabriela| 04- Plinio Montagna e Margo Delgado  | 05 – Cicero Brasiliano, Franklyn Morgerstrn e Julio Furstengarden| 06 – Rosy Stronzemberg, Edith Azevedo e A.Abdalla

Galeria Berenice Arvani abre sua programação anual com exposição da artista plástica alemã Irmgard Longman, intitulada “Janelas Para um Mundo Novo”

A Galeria Berenice Arvani convida a todos para a exposição “Irmgard Longman – Janelas Para Um Mundo Novo”, que ocorre entre 01 e 30/03/12.

 “Janelas Para Um Mundo Novo” é mostra panorâmica que percorre 50 anos de trajetória artística da alemã naturalizada brasileira Irmgard Longman. São exibidas obras de diversos períodos e linguagens, como naturezas-mortas, interiores e paisagens em guache.

Irmgard Longman - óleo s. tela - fachadas - 1977 - 90 x 90 cm

 A Artista plástica Irmgard Longman nasceu na Alemanha em 1919 e se naturalizou brasileira em 1937, vive e trabalha em São Paulo. Estudou história da arte em São Paulo com G. Hoeltche (1946); técnicas artísticas com G. Beck em Frankfurt (1957 e 1958); e pintura com Nelson Nóbrega (1959), Yolanda Mohalyi (1959 e 1960) e Heinrich Böese (1961).

Em seu currículo, a artista plástica já esta completando sua 12º exposição individual, participou de inúmeras exposições coletivas

 Conquistou prêmios como:

1974. 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea – Menção Especial

1974. Exposição Teuto-Brasileira

1970. Salão de Piracicaba (SP), Primeiro Prêmio de Pintura

Possui obras em coleções públicas como:
Museu de Arte Moderna de São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte de Piracicaba.

Galeria Berenice Arvani – Oscar Freire 540 – tel (11) 3088 2843 F(11) 3082 1927
www.galeriaberenicearvani.com

Rigor formal e festa de cores na produção de Irmgard Longman

Seleção de 40 guaches e pinturas traz a público a trajetória de mais de 50 anos de produção da artista alemã naturalizada brasileira. Exposição tem curadoria de Celso Fioravante e fica em cartaz na Galeria Berenice Arvani até o dia 30 de março

A exposição Irmgard Longman – guaches e pinturas tem abertura na quinta-feira, dia 1o de março na Galeria Berenice Arvani, em São Paulo, e fica aberta à visitação até o dia 30. Nela são exibidos 20 guaches e 20 pinturas a óleo sobre tela selecionados pelo jornalista Celso Fioravante, que perfazem uma trajetória de mais de 50 anos de produção da artista alemã naturalizada brasileira Irmgard Longman.

A mostra tem caráter antológico e apresenta núcleos de obras organizados por décadas e técnicas. No texto de apresentação, Fioravante destaca as transformações e as ressonâncias de movimentos artísticos na obra de Irmgard e também a influência de amizades e cursos com Yolanda Mohalyi, Heinrich Boese, Samson Flexor e com o filósofo Villém Flusser.

Os primeiros trabalhos apresentados são naturezas-mortas, interiores e paisagens em guache realizados nos anos 1950. A partir do início dos anos 1960, segundo o curador, a artista aderiu à abstração lírica e abandonou a figuração, só retomada rapidamente em alguns trabalhos de linguagem pop e política do final dos anos 1960 e nos anos 1980.

Na década de 1970, Irmgard deixa de ser a observadora intimista, passa a ver com espanto o crescimento da metrópole e interpreta-o com olhos críticos, mas sem perder seu lirismo. Para o curador, sua representação tem uma geometria de equilíbrio precário, repleto de ruídos e ritmos, prestes a desmoronar.

“A festa de Irmgard é controlada pelo uso constante de cores frias, como o verde e o azul, pontuadas aqui e ali por tons quentes, como o amarelo, o laranja e o vermelho”, escreve Fioravante.

Evento: exposição individual Irmgard Longman – guaches e pinturas
Curadoria
: Celso Fioravante
Local: Galeria Berenice Arvani
Endereço: Rua Oscar Freire, 540, CEP 01426-000, Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3082 1927

Abertura: dia 1o de março, quinta-feira, às 20 horas
Período expositivo: de 1o a 30 de março de 2012
Horários: de segunda a sexta, das 10 às 19h30
www.galeriaberenicearvani.com

sem título (sd), guache sobre papel , 60 x 44 cm

Irmgard Longman, Sem Título, sem data (óleo sobre tela, 99 x 129cm)

 

Exposição Proporção Áurea de Manuel Alvarez segue até janeiro e é oportunidade para conhecer o concretismo argentino

Manuel Alvarez / Título – El camino de la ciudad (1965) Técnica – óleo sobre tela

 

Segue até 06 de janeiro a exposição Proporção Áurea na Galeria Berenice Arvani, primeira individual no circuito brasileiro do artista plástico argentino Manuel Alvarez – um dos nomes mais importantes do concretismo daquele pais. Exibindo pinturas marcadas pelo conceito matemático que dá nome à mostra e pelos intensos contrastes e constante presença das formas geométricas, Proporção Áurea, com curadoria de Ubaldo Kramer, exibe 21 obras, com uma abrangência cronológica de seis décadas.

Exposição :Manuel Alvarez – Proporção Áurea
Curadoria: Ubaldo Kramer
Local : Galeria Berenice Arvani

Rua Oscar Freire, 540, Cerqueira César

Exposição Manuel Alvarez

Estudio para una abertura, ano 1995 - 80 x 200 cm, acrilico sobre tela

A sensação que se tem ao adentrar no atelier de Manuel Alvarez é muito incomum nos tempos de hoje: CALMA.

Uma das definições desta palavra é “sensação ou redução momentânea de uma atividade, um estado ou situação”. E, no preciso instante em que se toma contato com a pintura de Manuel Alvarez, calmaria é justamente o que se sente.

Há anos, Manuel Alvarez trabalha em silencio e, ao mesmo tempo, de forma rigorosa. Utiliza da geometria como linguagem, cujo caráter é sublime. Nada é casual, tudo esta aritmeticamente calculado e filosoficamente pensado. Tais características constituem etapas irrefutáveis de seu processo criativo, alem de uma introspecção profundamente ligada à ação.

Converteu-se em pintor abstrato desde 1952. Viveu em Paris entre 1954 e 1956, onde teve contato com Pettoruti e se consolidou com as idéias do matemático romano Matila Ghyka (1881-1965), autor de exaustivos estudos da seção áurea e influenciador de muitos artistas concretistas argentinos.

Em 1955, fundou a associação Arte Nova coincidindo com Ardem Quin, Blaszko, Tomasello, Vardánega e Villalba. Pettoruti descreve assim a pintura de Alvarez: “exatamente igual a ele, calada, limpa, clara, pensada, trabalhada… que não faz ruído… feita com amor de fogo e nível elevado”.

Em contraposição com o efêmero, o anedótico e a fugacidade de muitos extratos da arte de nosso tempo, reencontra-se com trabalhos que apostam na eternidade é um verdadeiro descobrimento e provoca profunda satisfação. Em tempos de poluição visual, de sobre dimensionamento de produtos artísticos, suas estruturas geométricas regidas pelo numero, pelo ritmo e pela proporção convidam-nos a entrar em harmonia com a silenciosa conversação, estabelecida pelas formas severas e cores que exaltam uma perfeição obtida com rigor e ofício depurado.

À luz da leitura de Santo Agostinho se interessou pelo tempo e sua relação com o espaço. Bergson propunha um tempo e uma organização em movimento denominados durée. O tempo agostiniano e o tempo bergsoniano são os conceitos nos quais Alvarez baseia seu trabalho.

Alvarez nos convida a uma reflexão a partir de cada uma de suas obras, desde a série das cidades – produzida nos anos 1960 – até as mais recentes, em que são perceptíveis o homem sábio, o pensador e o filósofo. A geometria, característica dos trabalhos de Alvarez, é resultado de sua paz mental. Ainda que a contemplação demorada seja difícil nestes tempos tão vertiginosos, a obra nos transporta a certos estados em que apenas a quietude e a calma se fazem necessárias.

GALERIA BERENICE ARVANI
Rua Oscar Freire, 540 – São Paulo – Brasil

Fotos de vernissage: Antônio Maluf na Berenice Arvani

Berenice Arvani

01 – Judith Lauand e Celso Fioravanti, curador da exposição | 02 – Rose Maluf (viúva do artista) com Berenice Arvani | 03 – Marcela Murdocco e Eduardo Lacombe | 04 – Ana Westphal e Cabral e Cabral | 05 – Flavia Quintela | 06 – Fabio Rigobelo | 07 – Jo Carvalho | 08 – Claudio Tozzi | 09 – Carlos Eduardo Serri e Lia Bridelli

01 – Rui Maluf e Tarciso Fonseca | 02 – Luciano e Vania Kleiman | 03 – Cesar Luis Pires de Mello e Titina Pires de Mello | 04 – Sergio e Miriam Scaff | 05 – Maria Gabriela Nafalski e Thiago Cardial Gaia | 06 – Berenice Arvani e Monica Filgueiras | 07 – Thiago Maluf (filho do artista) | 08 – Paulo Tadeu e Elisa Stecca | 09 – Joyce Ruiz e Tereza Dourado

Fotos: Denise Andrade