TAIPA-TAPUME | GALERIA LEME | 28.08.2014

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A exposição coletiva pretende utilizar a história do prédio da Galeria Leme – projeto de Paulo Mendes da Rocha que foi construído, demolido e depois reconstruído em outro terreno – como mote para investigar o processo de desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo, que é pautado por ciclos de construção, demolição e construção, e a forma como a cidade lida com sua memória.

No período de um século, São Paulo deixou de ser uma vila com ares coloniais feita de taipa, de menor importância no cenário econômico nacional, para se tornar uma rica cidade cafeeira e, depois, um polo industrial, comercial e financeiro. Estes momentos históricos e urbanísticos foram sobrepostos pelo desenvolvimento urbano e configuraram a cidade de hoje.

Esta dinâmica de ocupação do solo revela a maneira com que São Paulo lida com seu passado e como constrói suas narrativas históricas, evidenciado as forças de poder que moldam o tecido urbano e social da cidade.

Tendo em vista este recorte histórico e esta perspectiva crítica, a exposição articulará quatro núcleos de discussão: o prédio da Galeria Leme, processos de construção e destruição, o desenvolvimento urbano e arquitetônico de São Paulo e, por fim, a especulação imobiliária.

Os trabalhos apresentados estruturam os núcleos, propondo relações entre a ideia de construção como edificação material, com a ideia de construção como elaboração conceitual. Desta forma, cria-se um espaço para confrontar elementos e tipologias da paisagem urbana com os processos de elaboração das narrativas históricas e ficcionais sobre a cidade de São Paulo.

Lista de artistas: Alexandre Brandão, Ana Mazzei, Beto Shwafaty, Bruno Baptistelli, Fábio Tremonte, Francesco Di Tillo, Héctor Zamora, Jaime Lauriano, Lais Myrrha, Pablo Accinelli, Sandra Gamarra e Sandra Nakamura.

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Galeria Leme lança livro de Paulo Climachauska durante a SP-Arte

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O livro “Paulo Climachauska”, da série Arte e Tecnologia, apresenta a obra do artista paulistano, com textos de Alberto Saraiva, Fernando AQ Mota e Tales Ab’Sáber. Parte do projeto “Paulo Climachauska Re-subtrações”, o livro marca uma nova fase de sua trajetória, onde substitui o uso das contas de subtração (que tornaram-se ícones de sua obra) por outros processos de construções matemáticas.

Nestes trabalhos, Climachauska aprofunda sua pesquisa sobre o racionalismo e a precisão matemática, incorporando o acaso e o tempo ao seu universo conceitual. Neles, volta a abordar os sistemas numéricos, que considera ordenadores e reguladores do mundo, mas sem numerais aparentes.

O lançamento do livro acontece no dia 5 de abril, no Lounge Iguatemi/Oi – 2º andar da SP-Arte, às 14h30, com uma sessão de autógrafos.

Obras da peruana Sandra Gamarra ocupam a Galeria Leme

Sandra Gamarra, "Lo que nos hizo modernos", 2014. Óleo sobre tela, (10 peças de 120 x 80 cm)

Sandra Gamarra, “Lo que nos hizo modernos”, 2014. Óleo sobre tela, (10 peças de 120 x 80 cm)

Entre 22 de março e 3 de maio os visitantes da Leme poderão conferir a exposição “O que nos fez modernos / Imagens nítidas em ambientes úmidos”, da artista Sandra Gamarra – a sua quarta individual nesta galeria.

A exposição é uma reflexão sobre as promessas de modernização de seu país natal, o Peru, e o que a sua falta de concretização trouxe como consequências. Assim como descreve o sociólogo Aníbal Quijano, a tentativa de criar “imagens nítidas em um ambiente úmido” é a impossibilidade de se fazer poesia de vanguarda em Lima, o que também pode ser extrapolado ao campo das artes visuais. As imagens nítidas de que fala Quijano se referem às máquinas, à indústria e às novas ideias, que em uma cidade como Lima, sem um polo industrial próximo e sem desenvolvimento técnico, foram impossíveis de serem criadas. Mais do que o clima real da cidade, a conotação deste ambiente úmido seria o produto de uma contínua efervescência, vinda de um nacionalismo imposto, dos vapores de um multiculturalismo lentamente criado e da permanente oxidação dos processos sociais.

Ao falhar na concretização de sua modernização, o Estado deu margem para que grupos terroristas emergissem durante as décadas de 1980 e 1990. E a decorrência da violência possibilitou ao povo peruano que se enxergasse como uma sociedade multicultural e pluralista.

Lidando ainda com a violência, a série O Que Nos Fez Modernos consiste de 10 pinturas criadas em tons graduais de cinza, e têm exatamente as mesmas medidas dos blocos de concreto. Por fim, os vídeos entitulados “Abstractions”, “Natural Landscape” and “Ashes to ashes” conferem três reflexos da delicada relação entre a herança Pré-Colombiana, o presente rural e a cultura ocidental, à luz das promessas de desenvolvimento e modernização.

Sandra Gamarra_Imágenes Crocantes en un Ambiente Húmedo (I), 2014_oil on canvas_40 x 40 cm Sandra Gamarra_Imágenes Crocantes en un Ambiente Húmedo (IV), 2014_oil on canvas_40 x 40 cm

Galeria Leme apresenta individual do americano Tony Oursler

Oursler é um artista amplamente conhecido por sua combinação entre performance, vídeo e escultura. A exposição na Leme, que vai de hoje até o dia 16 de novembro, traz trabalhos da série Bubble, de 2003.

Na época em que a série foi criada, o artista interessou-se pela maneira como a tecnologia podia servir para substituir um amigo – depois de ter lido que as crianças japonesas alimentavam e cuidavam de seus bichinhos de estimação virtuais. Utilizando-se de técnicas de manipulação de imagens, Oursler começou a moldar seus personagens. A série Bubble tem inspiração em uma série de outras fontes, como a carinha sorridente de 1969 feita por Harvey Ball e os mangás japoneses. E o espectador acaba sendo seduzido, de diferentes formas, pelas caricaturas frequentemente engraçadas e um tanto grotescas de Oursler.

O artista, que vive e trabalha em Nova York, tem suas obras no acervo de inúmeras coleções publicas e privadas, entre elas o MoMA, a Tate Modern e a Fondation Cartier pour l’art contemporain. Entre outras exposições, Tony Oursler participou da 54ª Bienal de Veneza, em 2011.

Nina Pandolfo apresenta série de pinturas inéditas em individual na Galeria Leme a partir de hoje

Nina Pandolfo "Sem medo de ser feliz" Acrílica sobre tela_acrylic_on_canvas_190_x_160_cm_80

Nina Pandolfo
“Sem medo de ser feliz”
Acrílica sobre tela, 190 x 160 cm

“Serendipidade” é a terceira exposição individual da artista na Galeria Leme. Além das pinturas inéditas, Nina Pandolfo apresenta ainda instalações robóticas que darão mais vida ao seu universo lúdico.

O curioso título da exposição está ligado ao termo “Serendipty” criado pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754, em referência ao conto persa infantil “Os três príncipes de Serendip” e à capacidade dos protagonistas de realizarem descobertas acidentalmente. Este famoso “acaso”, que leva a descobertas instigantes, é o fio condutor da exposição, já que os esboços das obras apresentadas surgiram em um momento de descontração.

Um dos destaques da exposição é um ninho gigante de João-de-Barro, no qual os visitantes poderão entrar e encontrar algumas surpresas criadas por Nina. A mostra também contará com outras obras que evidenciam as características de seu trabalho, como uma caixa de música, com cerca de 1 metro de altura, onde a bailarina dança a trilha sonora composta pelos DJs Tony Beatbutcher e Roger Dee.

Nina ganhou notoriedade pintando delicadas meninas de olhos grandes e expressivos, que misturam uma dose de ingenuidade com a delicadeza feminina e um toque de sensualidade.

A exposição acontece até 11 de outubro na Galeria Leme, em São Paulo.

Depois de participar da mostra De Dentro e De Fora no MASP, coletivo BijaRi apresenta amanhã exposição “Estado do Sítio” na Choque Cultural

No próximo dia 11, das 13h às 18h, a galeria Choque Cultural apresenta a exposição “Estado do Sítio”, do coletivo BijaRi. Em tempos de ocupações e violência policial, a Choque abre as portas para o politizado Coletivo BijaRi discutir as questões que afetam nosso dia a dia e nosso futuro. Pela primeira vez, o BijaRi mostra o seu trabalho dentro de uma galeria, experimentando novas linguagens tecnológicas, como os inovadores mini mappings.

Na exposição “Estado do Sítio”, o BijaRi, conhecido pelos trabalhos de arte pública, intervenções urbanas e video mappings (técnica de vídeo projeção que expande as possibilidades do vídeo tradicional para a tridimensionalidade), transporta essas experiências para dentro da galeria, evidenciando o teor critico que carrega em suas obras. A mostra tem período expositivo de 11 de fevereiro a 31 de março na Choque Cultural.

Com 12 trabalhos na mostra “Estado do Sítio”, os artistas do BijaRi apresentam objetos, esculturas, instalações e video mappings que reorganizam artisticamente elementos da vida concreta, específica e privada que se encontra sitiada. A exposição foi organizada como uma cartografia para tempos de guerra. Essa cartografia constitui um território a partir do enfrentamento entre as estruturas de poder e a possibilidade de construção de alternativas transformadoras das formas de convivência.

Para compor a mostra, o BijaRi partiu de ações e vivências na cidade de São Paulo. “Percebemos a violência instaurada no cotidiano sendo consentida ao passo que se banaliza e criminaliza de formas resistentes. A exposição ‘Estado do Sitio’ aborda essa condição contemporânea a partir de instalações e objetos materializa a questão sobre os atuais tempos de guerra”, comenta Rodrigo Araujo, integrante do grupo.

A proximidade do BijaRi com a Choque Cultural se deve à organização da exposição coletiva De Dentro e De Fora (17 de agosto a 23 de dezembro de 2011, no MASP). A mostra reuniu oito artistas da Argentina, França, República Tcheca e Estados Unidos e contou com o BijaRi como representante da arte contemporânea brasileira. O coletivo desenvolveu uma instalação de mapping analógico para o museu. “Descemos para o espaço expositivo e tivemos que criar um novo projeto de video mapping para uma instalação no piso inferior. Desenvolvemos uma nova tecnologia de desenho de luz sobre a arquitetura, feita com LEDs, que poderia também ser vista durante o dia, nos quatro meses de duração da exposição”, comenta Mauricio Brandão.

“Estado do Sítio” @ Choque Cultural
Abertura: sábado, 11 de fevereiro, das 13h às 18h
Período expositivo: de 11 de fevereiro a 31 de março
Endereço: Rua João Moura, 997, Pinheiros
Telefone: (11) 3061-4051
www.choquecultural.com.br
galeria@choquecultural.com.br
Terça-feira a sábado, das 13h às 20h

Grátis/ Livre

Agência Lema
Leandro Matulja/ Leticia Zioni/ Larissa Marques
agencialema.com

Galeria Leme estreia novo espaço com exposição ‘Transição’

A Galeria Leme está mudando de endereço e para marcar a nova fase está organizando uma mostra batizada Transição.

O novo espaço é uma atualização do projeto original e foi idealizado por Paulo Mendes da Rocha, com a colaboração da Metro Arquitetos.

Além de uma nova sala expositiva, a Galeria Leme ganhou um acervo maior e um pátio central.

Para comemorar a mudança, o espaço recebe artistas que acompanharam este processo de perto criando obras relacionadas à transição.

A exposição reúne nomes como Andre Komatsu, David Batchelor, Elaine Tedesco, Felipe Cama, Joao Loureiro, Joao Pedro Vale, Marcelo Cidade, Marcelo Moscheta, Milton Marques, Patricia Osses, Rogerio Canella e Sandra Gamarra.

A mostra estreia dia 14 de janeiro e fica em cartaz até 15 de fevereiro.

Novo endereço
Av. Valdemar Ferreira, 130
São Paulo | Brasil
Seg – Sex 10 – 19hs
Sáb 10 – 17hs
www.galerialeme.com

Dupla dinamarquesa AVPD em individual na Galeria Leme

A Galeria Leme apresenta a segunda individual da dupla dinamarquesa AVPD , formada por Aslak Vibæk e Peter Dossing. Os artistas criam obras nas quais a visão do observador é desviada, criando ilusões de ótica que afetam a percepção e emoção psicológica dos espectadores. As obras do AVPD seguem o minimalismo, com composições sutis e precisas.

Esta será a ultima exposição da Galeria Leme antes de sua mudança de endereço, cuja concepção do projeto original de Paulo Mendes da Rocha será mantida. A dupla AVPD foi escolhida para encerrar esta etapa da galeria por representarem bem este processo de deslocamento, transpondo o ponto de vista através de formas, luzes e cores com trabalhos interdisciplinares que unem artes plásticas, arquitetura e física.

A inspiração do AVPD vem de filmes de ficção científica, literatura, jogos de computador e arquiteturas virtuais. Concentram-se em instalações espaciais, conceituais e espaços físicos.

AVPD
de 6 de setembro a 12 de novembro, na Galeria Leme
R. Agostinho Cantu, 88 – São Paulo/SP

“Eldorado”, de Regina Parra, na Galeria Leme

Regina Parra, Recompensa (Distant Shores), 2011

Regina Parra, Recompensa (Distant Shores), 2011

Eldorado, a cidade inatingível, é o ponto de partida para a exposição individual de Regina Parra, na Galeria Leme. Mais do que a lenda da cobiçada cidade do ouro, aqui se investiga a idealização do mundo, a invenção de imagens de felicidade e a impossibilidade oculta em “clarões de desejo”.

A artista, que fez parte do grupo 2000e8, apresenta uma série inédita de pinturas a óleo, um luminoso em neon e uma grande instalação que ocupa a parte central da galeria. Os trabalhos exploram a ideia de utopia e sua relação com o desejo e a necessidade.

Regina Parra, na Galeria Leme
de 14 de abril a 21 de maio
Rua Agostinho Cantu, 88 – São Paulo