Ana Luiza Dias Batista trata de escalas em mostra na Galeria Marília Razuk

“Eva”, de Ana Luiza Dias Batista

“Eva”, de Ana Luiza Dias Batista

A Galeria Marília Razuk inaugura no dia 21 de março, sábado, a exposição “Espelho Curvo”, da paulistana Ana Luiza Dias Batista. A mostra, que reúne trabalhos em diferentes mídias, com elementos que remetem ao universo dos parques de diversões e exploram a escala e função dos objetos, fica em cartaz até o dia 30 de abril.

Na entrada da galeria o espectador é recebido pelo “Bilheteiro”, um boneco João-Bobo todo preto de plástico inflável do tamanho de um homem que exige um desvio para que se adentre o espaço. A obra se repete no topo da escada que dá acesso à área administrativa da Galeria Marília Razuk.

Todas as paredes do espaço expositivo são cobertas por uma única pintura realista de um cortinado, também todo preto, feita por um grafiteiro, uma versão agigantada da cortina presente no que seria a entrada de “Eva”. Obra central da exposição, e que foi uma grande atração na mostra “Public”, durante a última Art Basel Miami, a escultura em fibra de vidro, em escala humana, é uma réplica miniaturizada da atração de parques de diversão dos anos 1980 – enorme brinquedo na forma de mulher, em cujo interior encontravam-se reproduções de órgãos humanos com áudios explicativos.

Numa das salas da galeria fica a obra “Treino”, composta por três pinturas equestres feitas por encomenda, dispostas em “u”. Na sala intermediária é exibido “Molde-Modelo”, um molde agigantado de concha, em duas partes. “Um molde e uma concha bivalve são ambos cascos, caixas ocas partidas em duas metades, cujo interior é liso e o exterior rugoso.

Na sala central, onde fica “Eva”, encontram-se ainda as obras “Gênio”, balão flutuante de três metros de diâmetro em forma de cérebro que paira sobre a sala, “Abismo”, conjunto de conchas reais de forma similar, porém de tamanhos diferentes, encaixadas umas sobre as outras, e “Escalímetro”, miniatura de cinco centímetros do instrumento utilizado para aferir distâncias e transferir medidas em representações reduzidas.

As relações de escala e função permeiam toda a exposição, bem como a referência aos parques de diversões. “Se várias das peças da exposição remetem ao universo dos espetáculos e dos parques de diversões, trata-se menos de um tema do que de um regime de exibição e participação que essas peças internalizam, exploram e subvertem”, diz a artista.

SERVIÇO – “ESPELHO CURVO” – ANA LUIZA DIAS BATISTA
Abertura para convidados: 21 de março, sábado, às 11h30
Período expositivo: 23 de março a 30 de abril
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h/ sábado das 12h às 17h

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Galeria Marília Razuk apresenta individuais de Maria Laet e Débora Bolsoni, como parte da programação paralela da SP-Arte

Sem titulo (Pele), 2013, Maria Laet

Sem titulo (Pele), 2013, Maria Laet

Em sua primeira individual na Galeria Marilia Razuk, a artista carioca Maria Laet apresenta um conjunto de aproximadamente 12 obras, entre fotografia, monotipia, gravura, desenho e vídeo. Na mostra, a artista lida com questões da memória – através de traços, marcas essenciais, como o sopro, as digitais da mão, o gesto humano, e a persistência ou o desaparecimento dessa memória. Também trata da noção de limite, tendo este como um espaço de continuidade, indefinição, troca, encontro e desencontro.

O título “Situação de água” aponta de maneira poética para duas direções; tendo a água como elemento que deixa sua marca na memória das coisas, de maneira silenciosa, lenta e persistente, e ao mesmo tempo algo sem limite nele mesmo, procura o movimento, e encontra diálogo no embate com o mundo.

Estante sobre pilotis, 2013, Debora Bolsoni

Estante sobre pilotis, 2013, Debora Bolsoni

Ao mesmo tempo, Débora Bolsoni apresenta “Dentro Fora”, um conjunto de esculturas, desenhos e um objeto fotográfico, produzidos entre 2013 e 2014. A exposição se refere à ideia de um espaço não fechado, uma zona intercambiante de projeção de uma “interioridade explodida” que se transforma em espacialidade.

Para a artista, a dicotomia entre interioridade e mundo exterior está tão focada nas operações de apropriação dos objetos/cenas encontrados no mundo (“mundo ready made”) como sempre foi. Não é uma questão meramente contemporânea.

Na ocupação projetada para a Galeria Marília Razuk, Débora Bolsoni instalou diversos objetos que variam continuamente em sua escala e materialidade.

As exposições acontecem entre 27 de março e 30 de abril.

Galeria Marília Razuk apresenta “Brutalidade Jardim”

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Adriano Amaral, “Pequenas Epifanias” (Trabalho em andamento) 2012-201…
Intervenção urbana e Polaroids, em Londres

A galeria Marília Razuk apresenta, de hoje a 26 de novembro, a exposição Brutalidade Jardim, sobre o processo de formação da sociedade brasileira, a partir da importação de uma cultura europeia e sua adaptação ao “novo mundo”. A exposição tem curadoria de Kiki Mazzucchelli e trará obras apenas de artistas brasileiros. São eles: Adriano Amaral, Alexandre Canonico, Ana Luiza Dias Batista, Clara Ianni, Debora Bolsoni, Johanna Calle, José Bento, Laercio Redondo, Maria Laet, Marlon de Azambuja, Mauro Cerqueira, Raquel Garbelotti, Renata Bandeira, Rodrigo Matheus.

O título da exposição “Brutalidade Jardim” faz parte de um verso do romance “Memórias sentimentais de João Miramar” (1924), de Oswald de Andrade, popularizado pela canção de Gilberto Gil, “Geleia Geral” (1968). A exposição constrói um núcleo poético capaz de unir obras de conceitos e formas distintas que partilham de uma mesma sensibilidade e enunciam os aspectos contraditórios da formação brasileira, a partir do embate “entre a força desorganizadora da natureza tropical e a vontade racionalista da arquitetura”, afirma Kiki.

Galeria Marilia Razuk comemora 20 anos com mostra de Amilcar de Castro no dia 26 de abril

Com o mestre Amilcar de Castro (Paraisópolis, MG, 1920 – BH, MG, 2002) a Galeria Marília Razuk celebra seus 20 anos, reafirmando a afinidade entre o artista e a galerista que, ultrapassando a origem mineira de ambos, intensificou-se pelo trabalho de muitos anos, convertido em especial amizade. De caráter histórico, o espaço expositivo, com pinturas e esculturas selecionadas diretamente do espólio do artista, possibilita compreender a trajetória e a importância deste que é considerado um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos.

 Esta comemoração da galeria proporciona ainda ao visitante a rara oportunidade de ver reunidas todas as 140 formas de “corte e dobra” (esculturas de 23 cm de altura, em metal, SAC 41), série que celebrizou Amilcar de Castro, a partir dos anos 60, quando o artista abandonou a solda e passou a cortar e dobrar as chapas de ferro. Sobre o aço, costumava dizer: “depois de quente fica macio como manteiga”.

Com todos os trabalhos provenientes do Instituto Amilcar de Castro, Nova Lima (MG), a mostra, que traz texto crítico de Thaisa Palhares, reúne ainda 13 grandes telas e mais sete esculturas em aço corten inéditas ao público paulista. O conjunto de esculturas, de invenção formal e matriz construtiva produzidas por este que foi um dos líderes do movimento neoconcreto, evidencia o encontro íntimo entre o gesto e a matéria. Já as suas telas revelam a força de seu desenho de origem gráfica, decorrente de sua trajetória na imprensa brasileira, de 1953 a 2002, na qual Amilcar fez história, ao renovar o visual de vários veículos impressos. Ele costumava repetir que escultura e desenho estavam estritamente ligados e que o diagramador deve muito ao escultor e ao desenhista. Pois Amilcar foi mestre em todas as instâncias. 

Abertura: 26 de abril, às 20h – até 09 de junho de 2012

José Bechara apresenta “Líquido do Metal” na Galeria Marilia Razuk

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José Bechara expõe “Líquido do Metal”, mostra que revela cerca de 10 obras e é dedicada à produção de pinturas no período de 2009 a 2011, na Galeria Marília Razuk. até 8 de outubro.

O conjunto de obras recentes e algumas inéditas é formado por pinturas de médios e grandes formatos, em oxidação de cobre e aço sobre lona e madeira e além de usar o próprio espaço expositivo da galeria, desde a sua arquitetura até sua iluminação. Outras obras produzidas a partir da oxidação em aço, mas sobre vidros planos também serão apresentadas. José Bechara tem trabalhado regularmente numa série de esculturas e instalações, mas é nesta exposição na Galeria Marilia Razuk que ele confronta essas técnicas ao conjunto de pinturas atuais.

Nessa mostra, José Bechara apresenta a série Gelosia iniciada em 2009 com trabalhos em pintura. É um mix de oxidação de emulsão ferrosa sobre vidros planos e tinta (acrílica ou vinílica) aplicada diretamente sobre as paredes onde se apóiam as placas de vidro. Essa série é responsável por direcionar o olhar o do espectador à pintura, à experiência pictórica, embora  suas obras sejam elaboradas a partir de uma experiência física tridimensional.

Líquido do Metal, de José Bechara
até 8 de outubro, na Galeria Marilia Razuk
R. Jerônimo da Veiga, 131, Itaim, São Paulo/SP

Kboco faz site specific na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

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Abrigo Sublocado, de Kboco

Kboco, artista brasileiro representado pela Galeria Marilia Razuk, desembarcou na capital portuguesa no dia 11 de junho para iniciar o trabalho de um site specific nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. O artista apresenta a obra Abrigo Sublocado,  um desenho expandido com a estrutura feita em madeira e que recebe pintura em látex e spray.

Sua obra Abrigo Sublocado fica em exposição nos jardins da Fundação até o dia 30 de setembro e faz parte das intervenções do projeto Próximo Futuro (http://www.proximofuturo.gulbenkian.pt/) dedicado à investigação e criações artísticas contemporâneas na Europa, América Latina e na África.  Além deste trabalho, o programa ainda contará com espetáculos e workshops.

O artista ainda prepara pra setembro deste ano uma exposição individual na Galeria Lu Magnus,em Nova York.

Galeria Marilia Razuk apresenta exposição “7 Quedas”, de Vanderlei Lopes

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Catedral (em desenvolvimento), Vanderlei Lopes

Em sua primeira individual na galeria Marília Razuk, o artista Vanderlei Lopes apresentará “7 Quedas”, exposição constituída por sete trabalhos, que fica em cartaz até 2 de julho.

Vanderlei Lopes ocupará todo o espaço físico da galeria com obras inéditas. Além de um vídeo, trabalhos realizados com bronze, água, ouro, chumbo e terracota – materiais caros à tradição da escultura –, revelam uma retomada de suas reflexões acerca dessa linguagem. O título “7 Quedas”, por um lado, se refere a gravidade, ao peso ou a suspensão em jogo nessas obras, e, por outro, alude ao sentido cristão, das quedas na via crucis, presente na arte ocidental, desde o pré-renascimento.

Essa exposição se constitui numa espécie de desdobramento de seus desenhos anteriores, realizados por linhas que se bifurcam na construção de rizomas ou cachoeiras, utilizando pólvora queimada sobre papel, e onde tais resíduos se acumulam no interior da moldura.

As obras de “7 Quedas”
Catedral: escultura feita em bronze, patinada de verde, que materializa a imagem de uma catedral, posta no chão de ponta-cabeça, apoiada pelas próprias torres e com seu espaço interno oco preenchido com água marinha. Sua planta em cruz e seu corpo escalonado para dentro, emoldura a água contida, sugerindo um abismo interno, e provoca o espelhamento do ambiente externo.

Rosácea: materializa no chão, em bronze dourado polido, uma projeção de luz, que atravessou a rosácea de uma catedral. Cada elemento fragmentado da luz materializada, totalmente polido, espelha o espaço em torno.

Fonte: Um pequeno cano saindo do canto de uma sala vertendo um líquido, que se acumula no canto do espaço, todo em bronze dourado polido. O cano terá a altura de aproximadamente 1 metro do chão – altura do sexo -, de onde a “água” escorre pela parede acumulando-se no canto da sala.

Fé: um dente de ouro, em tamanho natural, com a palavra fé escrita ao contrário sobre sua cúspide, à maneira de um carimbo. Esse dente será sobreposto a uma lâmina de chumbo, revelando a palavra fé, “carimbada” em seu sentido correto.

Afresco – vídeo instalação: Um vídeo projetor colocado no teto da Galeria Marilia Razuk lança ao chão a imagem de mãos modelando, a partir de um mesmo bloco de argila, diversos elementos extraídos de afrescos pré-renascentistas. Um cálice, por exemplo, depois de modelado, é amassado dando lugar a um tijolo, que amassado dá lugar a uma coroa, que dá lugar a um osso, e assim sucessivamente. Enquanto a ação é registrada, o resíduo excedente do barro que se seca à mão, vai caindo e se acumulando sobre o anteparo, construindo um registro do tempo da ação.

Linha d’água: moldes de metade da cabeça do artista são reproduzidos e unidos, em terracota. Dispostos de ponta-cabeça no chão e cheios de água, produzem um espelhamento do ambiente expositivo.

Mágica: folhas de árvores fundidas em bronze, patinadas de verde, empilhadas numa construção, como num castelo de cartas.

 “7 Quedas”, de Vanderlei Lopes
até 2 de julho, na Galeria Marilia Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim – São Paulo – SP

Artistas da Galeria Marilia Razuk recebem Prêmio Aquisição na SP-Arte

Cabelo, "Batalha Naval"

Cabelo, "Batalha Naval"

Pelo terceiro ano, a Galeria Marilia Razuk tem artistas congratulados com o Prêmio Aquisição intermediado pela SP-Arte. A escultura “Batalha Naval”, de Cabelo, foi comprada e doada ao MAM, enquanto “Nave”, trilogia de fotos de Wagner Malta Tavares, recebeu o Prêmio Banco Espírito Santo.

A obra de Cabelo foi escolhida, em conjunto, pela sócia do MAM Cleusa Garfinkel,  pelo curador do MAM Felipe Chaimovich, além da Coordenadora do Núcleo Contemporâneo do MAM, Flavia Velloso. Já Ricardo Espírito Santo, sua esposa e os diretores da Pinacoteca do Estado foram os responsáveis pela seleção das três fotos de Wagner Malta.

Galeria Marília Razuk apresenta “Placas”, de Fábio Miguez

Fabio Miguez

Para esta individual, Fábio Miguez apresenta duas séries de pinturas realizadas em 2010/2011. Em “Placas”, as oito obras, óleo sobre linho, em grandes e médios formatos, o artista se apropria de palavras (excertos) de poemas de João Cabral de Melo Neto – O Engenheiro e Psicologia da Composicão. Pela primeira vez Miguez introduz o universo semântico formal para dar sentido poético à pintura.

Já na outra série, “Índice”, as dez telas, óleo sobre linho em pequeno formato (40 x 50 cm), são desdobramentos de um trabalho realizado pela primeira vez em 2004, com o mesmo nome, e indicam o vocabulário formal do artista, esquemas de representação espacial.

O artista vem realizando individuais desde 1988 em galerias e instituições, como a mostra Temas e Variações, no Instituto Tomie Ohtake, em 2008. Suas obras fazem parte de importantes coleções: MAC-USP, MAM-SP, Pinacoteca do Estado de SP, Centro Cultural São Paulo, Gilberto Chateaubriand MAM-Rio, João Sattamini MAC-Niterói, entre outras.

Fábio Miguez
de 28 de abril a 25 de maio, na Galeria Marília Razuk
R. Jerônimo da Veiga, 131 – São Paulo/SP