Críticos de arte norte-americanos anunciam melhores de 2014

Eleita como a melhor exposição individual em museu de Nova York, “Henri Matisse: The Cut0-Outs” reuniu cerca de 100 trabalhos de pintura em papel do artista

A seção norte-americana da AICA (International Association of Art Critics) anunciou os melhores de 2014, selecionados através da votação de seus mais de 400 membros. Uma lista com os candidatos foi apresentada em fevereiro e o resultado da apuração foi divulgado agora. Os prêmios serão entregues em uma cerimônia no Izhar Patkins, em Nova York, no dia 12 de maio.

Confira a lista com o primeiro e o segundo lugar de algumas das categorias premiadas:

Melhor exibição em local alternativo
(espaço alternativo, arte pública, projeto para espaços ou galeria de universidade)
1º lugar: Kara Walker: A Subtlety / Domino Sugar Factory, Brooklyn / Creative Time
2º lugar: Greer Lankton, LOVE ME / Participant Inc., New York

Melhor individual em museu de Nova York
1º lugar: Henri Matisse: The Cut-Outs / MoMA New York / Curadoria de Karl Buchberg e Jodi Hauptman
2º lugar: Robert Gober: The Heart Is Not a Metaphor / MoMA, New York / Curadoria de Ann Temkin

Melhor individual em museu – EUA
1º lugar: Pierre Huyghe / Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles / Curadoria de Jarrett Gregory
2º lugar: Dear Nemesis, Nicole Eisenman / Contemporary Art Museum, St. Louis; ICA, University of Pennsylvania, Philadelphia / Curadoria de Kelly Shindler

Melhor mostra temática em museu – EUA
1º lugar: Fiber: Sculpture 1960-Present / ICA Boston, Boston / Curadoria de Jenelle Porter
2º lugar: Neo-Impressionism and the Dream of Realities: Painting, Poetry, Music / The Phillips Collection, Washington, D.C. / Curadoria de Cornelia Homburg

Melhor crítica de arte
1º lugar: Holland Cotter / The New York Times
2º lugar: Jed Perl / New York Review of Books / “The Cult of Jeff Koons” e “You Can’t Catch Picasso”

Com informações do ArtNews e AICA

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MoMA vai manter “The Swimming Pool”, de Matisse, em exposição permanente

Henri Matisse, The Swimming Pool, late summer 1952. (Photo courtesy Museum of Modern Art)

Depois do sucesso de “The Swimming Pool” como peça central na exposição “Henri Matisse: The Cut-Outs”, a obra vai voltar a ser exposta no MoMA a partir de abril.

Foram 20 anos longe do olhar do público visitante, mas agora a instalação retorna ao acervo permanente do museu. A obra vai ocupar uma área do quinto andar da instituição, nas galerias de pinturas e esculturas. Esta é uma boa notícia para aqueles que não tiveram a chance de vê-la na exposição recentemente encerrada.

“The Swimming Pool” é uma instalação com recorte, do tamanho de uma sala. Matisse a criou para sua sala de jantar em Nice, em 1952. Ele recortou figuras de nadadores, mergulhadores e vida marinha em papel pintado de azul, colando-os em uma faixa de papel branco, que ele então prendeu à parede em uma altura acima do nível dos olhos. A instalação foi adquirida pelo MoMA em 1975 e não foi exposta ao público durante 20 anos.

Em 2008 restauradores trabalharam para trazer a instalação mais próxima de sua aparência original. A nova configuração recriou a altura, a cor e o layout da obra assim como aparecia na sala de jantar de Matisse, obedecendo inclusive o espaçamento das portas e janelas.

Com informações do The Observer

E-magazine #284 – Moma| Itaú Cultural |German pop

– Moma apresenta o trabalho de 17 artistas em forever now: contemporary paiting in an atemporal world;
– Itaú cultural apresenta mostra permanente que conta a história do brasil através da arte;
– “German pop” reúne (re)descobertas do pop art alemã em FrankFurt;

E mais: notícias da semana, agenda de exposições no Brasil e no Mundo, calendário de feiras internacionais e leilões de arte, além da seção “Em cartaz”, com as principais mostras em cartaz. Para ler na íntegra, clique aqui.

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Exposição de Tim Burton vem ao MIS com presença do diretor

Entrada da mostra de Tim Burton no MoMA

A mostra “Tim Burton: a Exposição”, exibida originalmente no MoMA de Nova York, será adaptada ao Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, com trechos inéditos pensados especialmente para o espaço expositivo.

O universo deste que é um dos mais criativos e inovadores cineastas ocupará o MIS entre janeiro e abril de 2016, ainda sem data marcada.

A grande novidade será a presença de Tim Burton, que acompanhará a abertura da exposição. A mostra traz 700 obras – entre pinturas, bonecos e storyboards – de toda a carreira do cineasta Tim Burton, incluindo objeto de cenas de filmes como “Batman” e “Alice no País das Maravilhas”.

Assim como as recentes exposições de Stanley Kubrick e David Bowie, esta também promete atrair um público gigantesco ao museu paulistano.

Confira outras imagens durante a exposição no MoMA

Com informações do Catraca Livre, UOL e Omelete

Conheça o acervo de 10 museus ao redor do mundo sem sair de casa

Conectados e globalizados, alguns dos museus mais importantes do mundo disponibilizam online imagens das obras presentes em seus acervos.

Vale a pena conferir o que cada um tem de melhor a oferecer aos seus visitantes virtuais.

 

Light Picture, de 1913, do russo Wassily Kandinsky, acervo do The Solomon R. Guggenheim Foundation

 

Museu do Louvre
O museu mais famoso do mundo disponibiliza imagens de seu acervo e visitas online pelas suas galerias e salas de exposição. Existe ainda a seção “Trabalhos selecionados”, dividida em categorias como “Obras primas”, “Eventos importantes da história” e “A arte do retrato”.

Guggenheim
Com sedes em NY, Veneza e Bilbao, o museu possui um acervo online com 1100 obras de mais de 450 artistas, datadas a partir do final do século XIX até hoje. Possui seções como “Aquisições recentes” e “Destaques da coleção”.

British Museum
Um acervo gigantesco, com mais de 2 milhões de objetos, sendo que quase metade deles possui uma ou mais imagens. São peças que vão desde tecidos africanos até cerâmicas chinesas e outras obras de arte.

Metropolitan Museum
O visitante virtual pode se cadastrar e criar sua lista de obras favoritas gratuitamente, enquanto explora as imagens do acervo do museu nova-iorquino.

Victoria and Albert Museum
Considerado o maior museu de artes decorativas e de design do mundo, o Victoria and Albert Museum de Londres permite a busca de 1.116.697 de objetos e de 354.952 imagens em seu site.

Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia
A coleção online da instituição espanhola está dividida cronologicamente em quatro grandes blocos. Cada um deles traz a referência de onde está a obra fisicamente dentro do museu, com localização no mapa e imagens da sala expositiva. Pode-se ainda fazer a buscar por artistas em ordem alfabética.

Philadelphia Museum of Art
Um dos diferenciais desta coleção online são os tours em áudio via Podcasts gratuitos. Ao todo, a instituição possui 227 mil objetos que variam entre tecidos, desenhos, pinturas e fotografia.

Rijksmuseum
Localizado em Amsterdã e dedicado exclusivamente à arte holandesa, o museu traz reproduções online de obras primas de mestres como Rembrandt e Vermeer. Aqui os usuários também podem criar suas listas de obras favoritas.

Museu Nacional de Tóquio
Um dos museus mais visitados do mundo, reúne uma seleção de aproximadamente 600 objetos online. A instituição ainda faz parte do projeto e-Museum, que traz imagens de alta resolução de tesouros nacionais e importantes bens culturais pertencentes aos quatros Institutos Nacionais de Patrimônio Cultural do Japão (Tokyo, Kyoto, Nara, e Kyushu).

Museu de Arte Moderna de Nova Iorque
O MoMA possui uma área do site dedicada exclusivamente ao acervo digital. As obras estão divididas em categorias de acordo com as técnicas utilizadas: pintura e escultura, arquitetura e design, mídia e arte performática, fotografia, entre outros.

Com informações do site ArtInfo

MoMA e Metropolitan de Nova York abrirão todos os dias da semana

Assim como o MoMA vem fazendo desde maio deste ano, agora é a vez do Metropolitan Museum of Art aderir e abrir suas portas todos os dias da semana aos visitantes. A resolução está valendo desde o primeiro dia de julho.

Além do edifício principal do Met na 5ª Avenida, seus jardins e sua seção de arte e arquitetura medieval de Fort Tryon Park também permanecerão abertos. No ano passado, o museu recebeu mais de seis milhões de visitas.

Os horários de visitação serão das 10h às 21h as sextas e sábados e até as 17h30 de domingo à quinta-feira. Os únicos dias do ano em que o Metropolitan ficará fechado serão 1º de janeiro, 25 de dezembro e na primeira segunda-feira de maio.

Com informações do Masdearte

Marina Abramovic estreia nova instalação no Luminato Festival

 

Luminato, o festival de Toronto de artes e criatividade, acontecerá entre os dias 14 e 23 de junho e, entre suas atrações, contará com uma instalação inédita de Marina Abramovic, considerada uma das artistas mais importantes da atualidade.

A instalação é composta por sete pavilhões interligados, onde o público será convidado a participar de algumas experiências. Durante as duas horas em que os participantes permanecerem dentro da instalação, vestirão jalecos brancos e fones de ouvido, por onde receberão as instruções. Depois, serão convidados a relatar e documentar suas experiências, que serão posteriormente transmitidas nas mídias sociais.

Recentemente, Abramovic quebrou recorde de público no MoMA de Nova York com a performance “The Artist is Present”. Por quase três meses, durante sete horas por dia, a artista permanecia sentada, imóvel e silenciosa, frente a frente com os visitantes, que se sentavam um a um para vivenciar este momento. Cerca de 850 mil pessoas passaram pelo MoMA neste período.

Galeria de fotos: Carlito Carvalhosa é homenageado com jantar em Nova York

Na última terça-feira, Daniel Roesler e Regina Pinho de Almeida comandaram um jantar em homenagem ao artista brasileiro Carlito Carvalhosa, por conta da instalação “Sum of Days” exibida atualmente no MoMA – e que ganhou uma performance de Philip Glass neste mesmo dia.

01 – Regina Pinho de Almeida, Bia Roesler, George Serenano, Alex Garcia e Daniel Roesler | 02 – Carlito Carvalhosa | 03 – A curadora Estrellita Brodsky e o crítico de arte Tony Korner | 04 – O curador Richard Flood e Vik Muniz | 05 – Daniel Roesler, Carlito Carvalhosa e Bia Roesler  | 06 – O artista Antonio Manuel e Claudia Calirman | 07 – Carlos Couturier, CEO do Grupo Habita, e Vik Muniz

Fotos: Joe McEnness

Carlito Carvalhosa expõe no MoMA

Numa sala central da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, Carlito Carvalhosa construiu um gigantesco labirinto de tecido branco, quase transparente, e convidou o compositor Philip Glass para tocar piano lá dentro. De fora, era possível ver o vulto do músico e ouvir o eco dos acordes. Quem andava por dentro dos corredores de pano via silhuetas das esculturas do museu e o enxame de sombras dos passantes.

Um ano depois, o artista paulistano leva, nesta quarta, a mesma estrutura ao átrio do MoMA, em Nova York. Ele também é o artista escalado para inaugurar o anexo do Museu de Arte Contemporânea da USP, no antigo Detran, enchendo o prédio de postes.

De certa forma, esses trabalhos que transformam o espaço agora consagram o autor que despontou nos anos 90. Um livro que acaba de sair pelas editoras Cosac Naify e Charta, da Itália, analisa em retrospecto sua obsessão em moldar o espaço físico em experiências catárticas.

“É a ideia de memória como organizadora do lugar”, diz Carvalhosa. “Aquilo que se torna invisível ainda está lá, então tem mais a ver com confronto do que adaptação.”

No caso, suas esculturas criam um “enfrentamento” com o espaço ao redor. Mas acabam jogando luz sobre esse mesmo espaço e assumem a posição de escravas incômodas dessa arquitetura.

Ou também servem para exaltar os vazios e despropósitos do ambiente que ocupam. No fim do ano passado, o artista encheu de luzes uma galeria inteira em São Paulo. A sala vibrava branca, sem nada, num zunido elétrico que denunciava sua nudez.

Luis Pérez-Oramas, curador da mostra no MoMA e um dos autores do livro sobre Carvalhosa, enxerga nesse ato de desvestir a arquitetura uma herança dos ideais plásticos de Hélio Oiticica.

“Ele pensa a obra como vestimenta”, diz Pérez-Oramas, comparando as peças de Carvalhosa aos “Parangolés”, as roupas coloridas do neoconretista. “São trabalhos que só fazem sentido quando o corpo está dentro deles.”

Leia aqui a matéria na íntegra, via Folha.com

MoMA anuncia programação de festival de filmes brasileiros

Karine Telles faz o papel de Bianca, protagonista do filme "Riscado"

Anualmente o MoMA sedia a Premiere Brasil, mostra de filmes nacionais em parceria com o Festival do Rio. Em 2011, a nona edição do evento ocorre de 14 a 27 de julho. As informações são do site IndieWire.

A organização da mostra divulgou os títulos que serão exibidos para a plateia nova-iorquina. Além de uma retrospectiva da obra de Cao Guimarães (“O Andarilho”, “Ex-Isto”), muitos filmes que ainda não estrearam no Brasil terão projeções.

A noite de abertura traz um desses exemplos com “Riscado”, premiado no último Festival do Rio pela atuação de Karine Teles. A programação segue com muitos outros títulos: “Chico Xavier”, “VIPs”, “Amor?”, “Diário de uma Busca”, entre outros. No total, 14 filmes terão sessões no evento.

Fonte: UOL Entretenimento