Regina Silveira em individual na Alexander Gray Associates, em Nova York

 

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Amphibia (2013/16), em exposição na Alexander Gray

A Alexander Gray Associates apresenta os trabalhos recentes da artista multimídia Regina Silveira. As obras em exibição enfatizam o uso de linguagem visual gráfica através da acumulação e perspectiva distorcida, que transformam a nossa percepção do espaço. Por mais de quatro décadas, Regina – fundamental na cena de arte conceitual brasileira – investigou a tensão entre o movimento e a perspectiva espacial, permeando significados políticos em suas instalações.

Um dos trabalhos em exibição é “Amphibia” (2013/16), obra em grande escala que cobre paredes e chão do segundo nível da galeria com silhuetas de rãs que fluem em direção a uma grade no centro do chão.

Ao longo dos anos, os avanços da tecnologia digital permitiram com que Regina Silveira expandisse suas investigações na gravura experimental para se materializar em projetos tridimensionais que ela almejava desde o início dos anos 1980. Sua linguagem visual transgressiva pode ser definida por aquilo que ela descreve como “imagens com características de agregação e aglomeração, com o poder de cobrir superfícies e funcionar como invasões ou contaminações gráficas, que podem transformar radicalmente o significado dos espaços onde estão inseridas”.

A individual permanece em exposição até 26 de março.

Lista de artistas da exposição Greater New York, no MoMA PS1, é anunciada

Collier Schorr, The Painted Chair (Jordan), 2015. Cortesia do artista

Greater New York é a quarta edição da sequência iniciada no ano 2000, através da colaboração entre o MoMA PS1 (então PS1 Contemporary Art Center) e o MoMA, que apresenta artistas emergentes que vivem e trabalham na região metropolitana de Nova York.

Recorrente em cada cinco anos, a exposição chega agora a uma cidade e uma comunidade da arte que mudou drasticamente desde a primeira versão da série. Com o surgimento de um robusto mercado de arte internacional e a proliferação das feiras de arte, as oportunidades para os jovens artistas vêm se multiplicando na cidade, ao lado de um interesse crescente por artistas da história da arte que possam ter sido “esquecidos” em seu tempo.

Contra este pano de fundo, Greater New York se afasta deste foco tradicional na juventude, examinando ao invés disso os pontos de conexão e tensão entre o nosso desejo pelo novo e a nostalgia.

Reunindo artistas emergentes e outros já estabelecidos, a exposição ocupa todo o prédio do MoMA PS1, com mais de 400 obras de 157 artistas, incluindo programação de filmes e performances. A mostra fica em cartaz entre 11 de outubro e 7 de março de 2016.

Confira a lista completa dos artistas participantes:

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Event Horizont, projeto de Antony Gormley, ocupa Hong Kong a partir de novembro

Event Horizon durante sua exibição em São Paulo

O internacionalmente aclamado projeto de arte pública do artista britânico chega em novembro a Hong Kong. Exibido inicialmente em Londres, em 2007, Event Horizont já esteve em Roterdã, Nova York, São Paulo e Rio de Janeiro.

Ao todo, 31 estátuas de ferro e fibra de vidro em tamanho natural serão colocadas em pontos diversos, como topos de prédios. Estas intervenções invariavelmente capturam o olhar da multidão, forçando uma pausa nas rotinas apressadas para admirar as interrupções inesperadas no familiar skyline urbano.

Escultura “observa” o Madison Square Park durante a permanência do projeto em Nova York

A partir de setembro serão divulgados os locais exatos da instalação das obras, mas já se sabe que os edifícios públicos mais emblemáticos da cidade estão na lista.

Event Horizon também é um projeto de educação e sensibilização voltado a professores, estudantes e ao público em geral. Uma série de palestras, seminários e workshops de desenvolvimento para professores estarão disponíveis durante a sua permanência em Hong Kong.

Event Horizon, Londres

Com informações de FAD Magazine, South China Morning Post e The Art Newspaper

Instalações e obras públicas para desfrutar enquanto visita Nova York nesta temporada

É verão no hemisfério norte, temporada ideal para quem deseja aproveitar o clima enquanto desfruta das obras públicas que cidades como Nova York oferece.

Confira a lista das atrações imperdíveis selecionadas pelo portal Artnet.

Urs Fischer, Big Clay #4, Seagram Building Plaza

Seagram Building Plaza, 375 Park Ave entre 52nd e 53rd Street; até 1º de setembro

Hanna Liden, “Everything,” Hudson River Park and Ruth Wittenberg Plaza

Hudson River Park; até 20 de outubro.
Ruth Wittenberg Plaza, na 6th Ave com Christopher St; até 24 de agosto

Vários artistas, “Image Objects,” City Hall Park

City Hall Park, Lower Manhattan; até 20 de novembro

14 Sculptors, “Oh Sit! 12 Sculptors Consider the Chair,” Highbridge Park

Highbridge Park (entrada pelo 172nd Street and Amsterdam Avenue); até 8 de novembro

Heide Fasnacht, Suspect Terrain, Socrates Sculpture Park

Socrates Sculpture Park, 32-01 Vernon Boulevard, Long Island City; até 30 de agosto

DB Lampman, “The Dance”, Tappen Park

Tappen Park, Staten Island; até 14 de setembro

Vários artistas, “FLOW.15”, Randall’s Island

Randall’s Island; até 30 de agosto

Vicki Da Silva, “East River Flows,” East River Esplanade

East River Esplanade, na 116th Street; até 31 de agosto

Vários artistas, “Figment NYC”, Governors Island

Governor’s Island; até 25 de setembro

Seward Johnson, “Seward Johnson in New York,” Garment District Plaza

Garment District Plaza, Broadway entre 36th e 41st Street; até 15 de setembro

Santiago Calatrava, “Santiago Calatrava: On Park Avenue,” Park Avenue

Park Avenue entre 52nd e 55th Streets; até meados de novembro

Sebastian Masuda, “Time After Time Capsule”, Dag Hammarskjold Plaza

Dag Hammarskjold Plaza, 47th Street entre 2nd e 1st Avenues; até 13 de setembro

Vários artistas, Welling Court Mural Project, Astoria

136 diferentes locais nos arredores de Welling Court, Astoria; exposição contínua

Vários artistas, Coney Island Walls, Coney Island Boardwalk

Coney Island Boardwalk, 1320 Bowery Street; exposição contínua

As 11 obras de arte públicas de destaque da primavera nova-iorquina

A primavera no hemisfério norte teve início no último dia 20 – ao mesmo tempo em que começa a temporada de arte pública de Nova York. Por toda a cidade, esculturas e instalações convidam os transeuntes para uma pausa para a contemplação. O portal Artnet separou 11 obras especiais que valem a visita. Confira:

“Avian “Avatars” (2015), The Myth Makers
Série de cinco esculturas de pássaros míticos, que possuem etre 18 e 26 metros de altura. Na Garment District Plaza, Broadway, entre as ruas 36 e 41, até 30 de abril.

“The Living Pyramid” (2015), Agnes Denes
Intervenção de arte pública que deverá erguer uma pirâmide coberta de flores, às margens do East River. Milares de sementes devem germinar, durante a execução do projeto.
Socrates Sculpture Park, 32-01 Vernon Boulevard, Long Island City, Queens, entre 17 de maio e 30 de agosto

Tatiana Trouvé com “Desire Lines” (2015)
A artista pesquisou cuidadosamente cada uma das 212 vias do Central Park e criou uma obra com carretéis coloridos gigantes que correspondem a extensão de cada uma delas.
No Central Park, até 30 de agosto

“Gazing Globes” (2015), Paula Hayes
Os terrários pós-modernos de Hayes são preenchidos com itens tecnologicos, revestidos por um pó cintilante feito a partir de CDs moídos.
Madison Square Park, até 19 de abril

“Fata Morgana”, Teresita Fernández
Com mais de 150 metros de compimento, a escultura suspensa de Fernández está sendo anunciada como seu maior e mais ambicioso projeto ao ar livre. A instalação é feita de metal dourado, polido e espelhado, que parece pairar acima dos caminhos do parque.
Madison Square Park, de 30 de abril a 10 de janeiro

“Head of Goliah” (2015), Nicolas Holiber
A escultura de quase dois metros de comprimento é feita de madeira, fibra de vidro e materiais reciclados, e representa um tributo colorido ao gigante bíblico morto pelo Rei Davi.
Tribeca Park, de maio a julho

“Plateaus” (2014), Rashid Johnson
A primeira obra encomendada por Nova York a Rashid Johnson será uma espécie de estufa viva: uma armação em aço preto preenchida por objetos esculturais. Com a mudança das estações, diferentes plantas devem se desenvolver ao redor da estrutura minimalista, localizada ao sul do Standard Hotel.
High Line, entre maio de 2014 e março de 2016

“Altar” (2014), Kris Martin
Esta e outras obras compõem “Panorama”, uma série de esculturas e instalações de 11 artistas que ocuparão a High Line.
Vários pontos da High Line, entre abril de 2015 e março de 2016.

“Appearing Rooms” (2014), Jeppe Hein
O artista dinamarquês Jeppe Hein irá preencher os dois quilômetros de extensão da Brooklyn Bridge Park com instalações que incluem “Appearing Roomns” e “Modified Social Benches”.
Brooklyn Bridge Park, de 17 de maio de 2015 a 16 de abril de 2016

“Sketch in the Air” (2015), Jorge Palacios
O espanhol Jorge Palacios apresenta sua escultura abstrata em madeira teca, ricamente polida.
Trump Soho, até 1º de maio

“Soft Spin” (2015),Heather Nicol
Seis formas em tecido colorido flutuam acima de um bosque de palmeiras e uma escadaria em mármore sobre o teto de vidro do átrio do Winter Garden.
Brookfield Place, até 26 de abril

Lisson Gallery anuncia abertura de filial em Nova York

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A Lisson anunciou para o próximo ano a abertura de uma nova galeria no bairro de Chelsea, em Nova York. Com 8.500 m², este será o quarto espaço de exposição da Lisson Gallery, juntando-se a dois locais em Londres e outro em Milão.

A galeria do Chelsea deverá apresentar uma programação de exposições de seus 46 artistas, muitos dos quais ainda sem representação nos Estados Unidos. Alex Logsdail irá dirigir a galeria novaiorquina, acompanhado por dois diretores norte-americanos, Jeannie Freilich e Angela Brazda.

Ocupando um prédio recentemente construído, a galeria é inundada ela luz natural proporcionada por duas grandes claraboias que dominam o espaço expositivo central.

A previsão de abertura é para o início de 2015.

Lisson Gallery

Escultura “Gorilla”, de Jeff Koons, em exposição nas ruas de Nova York

Foto publicada na conta tmgurlnyc do Instagram

Nova-iorquinos e turistas foram surpreendidos esta semana ao encontrar uma estátua de granito de um gorila instalada na 6th Avenue, em frente ao edíficio McGraw Hill. A estátua foi criada por ninguém menos do que Jeff Koons e vai a leilão, ao lado de outras dezenas de lotes, na “Post War and Contemporary Evening Sale”, marcada para 12 de novembro.

“Gorilla” foi executada entre 2006 e 2011 e é uma das três peças da série, assinada e datada por Jeff Koons. A escultura já esteve exposta anteriormente na Gagosian Gallery de Beverly Hills, de dezembro de 2012 e fevereio de 2013, e também na Gagosian Gallery de Nova York, entre maio e junho deste ano. Com 243,8 cm de altura, “Gorilla” tem a estimativa de alcançar entre 4 e 6 milhões de dólares.

Com informações da Christie’s e da Complex

Banksy encerra residência em Nova York com doação para obras de caridade

“The banality of the banality of evil”, tela à óleo assinada por Banksy, começou o leilão já com lances que batiam os U$ 74 mil

Concluindo um mês inteiro de intervenções pelas ruas da cidade, o artista Banksy apresentou seu último trabalho. Intitulado “The Banality of the Banality of Evil”, consiste em uma tela pintada com um homem em uniforme nazista contemplando um lago e as montanhas cobertas de neve, a partir de um banco de madeira.

A Housing Works dá suporte para pacientes de HIV que vivem nas ruas de Nova York. A instituição opera 12 brechós e vende muitos itens em leilões online. Foi em um destes brechós que a tela a óleo original foi adquirida, por US$ 50, dois meses atrás. Banksy fez duas intervenções na tela, pintando o soldado nazista e assinando o próprio nome.

A tela será leiloada em benefício da organização Housing Works e até agora, as propostas já alcançaram mais de US$ 310 mil. “A maioria dos nova-iorquinos tem acompanhado de perto o que Banksy vem realizando nos últimos 30 dias”, disse a diretora da instituição, Rebecca Edmonson. “Houve controvérsias. Mas é ótimo poder encerrar com algo notável, voltando à comunidade de Nova York”.

Com informações do Art Observed e Bloomberg

Banksy anuncia mostra com um mês de duração pelas ruas de Nova York

“The street is in play” é a primeira imagem divulgada do projeto de Banksy que promete “invadir” Nova York

Esta é a mais recente investida do polêmico artista de rua britânico, e talvez a mais ampla e expansiva de sua trajetória até aqui. Ao invés de tomar apenas um pedaço de calçada ou uma parede, Banksy promete invadir uma cidade inteira com suas obras.

“Better Out Than In” é o nome da exposição anunciada no dia 1º de outubro, dentro dos padrões do artista: de uma forma nada habitual e um tanto quanto misteriosa. Uma mensagem de voz em seu site oficial anuncia a novidade, ao lado de sua primeira imagem: uma criança segurando uma lata de spray, em pé sobre as costas de outra criança, sob uma placa que diz “Grafite é crime”.

Cada imagem espalhada pelas ruas da cidade promete vir acompanhada de um telefone 0800. Ao ligar, o espectador ouve um áudio-guia sobre a obra. Fotografias das obras realizadas pelo artista vêm sendo divulgadas em seu site e sua conta pessoal do Instagram diariamente.

Parede grafitada no Brooklyn

Além de inúmeros grafites, Banksy já exibiu inclusive uma intervenção em um caminhão de entregas, convertido em um jardim móvel (incluindo cachoeira, borboletas e um arco-íris) desde que iniciou o projeto, há pouco mais de uma semana.

Caminhão de entregas transformado em um jardim ambulante, que percorrerá as ruas da cidade

Apesar de algumas peças públicas de Banksy terem sido arrancadas das paredes e vendidas recentemente em leilões, este projeto mostra que o artista não perdeu nada de seu perfil jocoso, nem a sagacidade sobre o lugar que a arte de rua ocupa no atual mercado global.

Com informações do The New York Times e Art Observed

MoMA e Metropolitan de Nova York abrirão todos os dias da semana

Assim como o MoMA vem fazendo desde maio deste ano, agora é a vez do Metropolitan Museum of Art aderir e abrir suas portas todos os dias da semana aos visitantes. A resolução está valendo desde o primeiro dia de julho.

Além do edifício principal do Met na 5ª Avenida, seus jardins e sua seção de arte e arquitetura medieval de Fort Tryon Park também permanecerão abertos. No ano passado, o museu recebeu mais de seis milhões de visitas.

Os horários de visitação serão das 10h às 21h as sextas e sábados e até as 17h30 de domingo à quinta-feira. Os únicos dias do ano em que o Metropolitan ficará fechado serão 1º de janeiro, 25 de dezembro e na primeira segunda-feira de maio.

Com informações do Masdearte