Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro recebe doações de 205 obras de Portinari

“São Francisco”, esboço para o tríptico “Nossa Senhora da Aparecida”, da Igreja de Senhor Bom Jesus da Cana Verde, de Batatais

Em seu aniversário de 77 anos, o MNBA tornou-se o detentor do maior acervo público de Cândido Portinari. Ao receber 205 peças doadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação, o Museu passa a contar com 243 obras do artista em seu acervo.

Entre as doações estão pinturas a óleo em tela, desenhos em grafite, nanquim bico-de-pena, caneta tinteiro, gravura a água-forte e água-tinta em papel, dentre outros, datadas entre as décadas de 1920 e 1950. Dezessete delas estão emprestadas ao Palácio do Planalto.

Depois de passar por um processo de análise, catalogação e restauração, as obras deverão ser expostas ao público a partir de maio deste ano.

O conjunto doado estava com a Finep desde 1998, guardado em um cofre, depois das peças terem sido usadas como garantia para o pagamento de um financiamento tomado pela família do pintor para divulgar seu legado. Filho do pintor, João Cândido Portinari, lamenta que quase todas as 5 mil obras do pai estejam em acervos privados, cofres e locais inacessíveis ao público.

Com informações da Revista Fator Brasil e Jornal Brasil Online

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Pinacoteca leva arte à Estação Luz do metrô paulista

Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929. Óleo sobre tela, 126 x 142 cm

Quem passar pela Estação Luz do metrô e CPTM em São Paulo até janeiro de 2014 vai se deparar com 17 reproduções em alta qualidade de obras do acervo da Pinacoteca de São Paulo.

Na área da Estação Luz do Metrô serão apresentadas dez reproduções que integram a mostra recém-inaugurada “Arte no Brasil: uma história do Modernismo”, em cartaz na Estação Pinacoteca. Entre as obras selecionadas estão pinturas de Tarsila do Amaral (“São Paulo”, 1924; “Carnaval em Madureira”, 1924; “Distância”, 1928; e “Antropofagia”, 1929), Lasar Segall (“Bananal”, 1927) e Portinari (“Mestiço”, 1934).

Já na área da CPTM, no corredor de acesso ao prédio da Pinacoteca, estarão sete reproduções de obras em cartaz na mostra “Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo”. Entre as reproduções exibidas estão obras de Almeida Junior (“Cena de Família de Adolfo Augusto Pinto”, 1891; “Leitura”, 1892; “Amolação Interrompida”, 1893; e “O Violeiro”, 1899) e Anita Malfatti (“Tropical”, 1916), entre outros.

A ação é uma parceria do museu como Metrô e a CPTM e tem como objetivo estimular a visita à Pinacoteca e à Estação Pinacoteca. A Pinacoteca e Estação Pinacoteca têm ingresso combinado que sai por R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). A entrada é gratuita nas quintas, sábados e domingos.

Com informações do UOL, Revista Espaço Aberto e Arte na Linha

Portinari é um dos destaques de leilão de arte latina em NY

“Meninos Soltando Pipas” (óleo sobre tela, 1941), de Cândido Portinari, em leilão na Christie’s

Em Nova York, Sotheby’s e Christie’s realizam esta semana suas vendas de arte latino-americana. O mercado está estimulado pelas grandiosas vendas recentes e as casas esperam manter este nível de energia para os próximos leilões.

A tela “Meninos Soltando Pipas” de Portinari deverá ser a obra brasileira mais valorizada, com um valor estimado pela Christie’s em US$ 1,2 milhão. Entre os demais lotes em leilão, estão uma escultura de bronze de um casal dançando, do colombiano Fernando Botero, e telas do mexicano Alfredo Ramos Martínez e do chileno Roberto Matta.

A Christie’s estima que seu leilão alcance entre US$ 24 e US$ 34 milhões, enquanto a Sotheby’s espera conseguir entre US$ 21 e 29 milhões.

Com informações do Terra

Mostra no Rio traz painel “A Primeira Missa no Brasil” de Portinari

Cândido Portinari. A Primeira Missa no Brasil, 1948. Têmpera sobre tela, 266 x 598 cm

Cândido Portinari. A Primeira Missa no Brasil, 1948. Têmpera sobre tela, 266 x 598 cm

Por mais de 65 anos, o painel “A Primeira Missa no Brasil” de Cândido Portinari viveu isolado do mundo, ocupando uma parede do mezanino do Edifício Pio X, ao lado da Igreja da Candelária. Adquirido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), vinculado ao Ministério da Cultura, no ano passado pelo valor de R$ 5 milhões, o painel foi transferido para o acervo do Museu Nacional de Belas Artes.

Agora, a partir de amanhã, a obra integra a exposição “Quando o Brasil Amanhecia”, que traz em seu contexto a obra de mesmo tema de outro grande artista brasileiro, Vitor Meireles, no próprio Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Quase um século separa as duas obras que retratam um dos momentos mais representativos da história nacional: a celebração da primeira missa em terra firme brasileira. Além das duas grandes obras, a exposição traz dezenas de desenhos preparatórios e esboços dos artistas.

Com informações do Yahoo Notícias, Estadão e G1

Projeto Portinari anuncia a exposição dos monumentais paineis ‘Guerra’ e ‘Paz’ em São Paulo

O Projeto Portinari e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo anunciaram oficialmente, hoje, a vinda da exposição Guerra e Paz, de Portinari na cidade de São Paulo.

A mostra será inaugurada no dia 6 de fevereiro de 2012, em homenagem ao cinquentenário de morte do pintor, e ficará aberta ao público até o dia 21 de abril. O local escolhido para receber os painéis foi o Salão dos Atos, que abriga o Painel Tiradentes, no Memorial da América Latina.

A Exposição Guerra e Paz, de Portinari em São Paulo apresentará os painéis erguidos pela primeira vez após o trabalho de restauro, realizado entre fevereiro e maio de 2011, e reunirá cerca de 100 dos estudos originais preparatórios de Portinari para ‘Guerra’ e ‘Paz’, estes em première mundial, já que nem o próprio pintor teve a oportunidade de vê-los em seu conjunto, além de documentos históricos que contam em detalhes toda a trajetória de criação deste monumental presente do Brasil para a sede da ONU, em NY.

Em dezembro de 2010, o retorno de ‘Guerra’ e ‘Paz’ ao Brasil foi celebrado com a exposição dos painéis no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento reuniu mais de 44 mil pessoas em apenas 12 dias. Em seguida, passaram por um minucioso trabalho de restauro no Palácio Gustavo Capanema, em ateliê aberto ao público, durante quatro meses. São Paulo é o primeiro destino da fase itinerante das obras, que depois farão escala em outras cidades do mundo, como Hiroshima e Oslo (por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz em dezembro de 2012).

A partir de amanhã, no MAM, entrada gratuita também aos sábados!

A partir do próximo sábado, 6 de agosto, o Museu de Arte Moderna de São Paulo passa a abrir gratuitamente também aos sábados durante as exposições “No ateliê de Portinari (1920-45)” e “Um outro lugar”, que ficam em cartaz até 11 de setembro.

O MAM-SP tem entrada franca normalmente aos domingos, em todas as exposições, e, durante as mostras atualmente em cartaz, terá o sábado como dia grátis adicional.

No ateliê de Portinari (1920-45) (Grande Sala)
Curadoria: Annateresa Fabris

Um outro lugar (Sala Paulo Figueiredo)
Curadoria: Luísa Duarte

Ambas até 11 de setembro de 2011, no  Museu de Arte Moderna de São Paulo
Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)

Confira a exposição “No ateliê de Portinari” no MAM (SP)

Cândido Portinari, As moças de Arcozelo, 1940

Cândido Portinari, As moças de Arcozelo, 1940

O Museu de Arte Moderna de São Paulo abre no dia 14 de julho (quinta-feira), a partir das 20h, a exposição No ateliê de Portinari (1920-45), que aborda o período de formação do ícone da pintura modernista brasileira por meio de cerca de 90 obras.

Com um percurso pré-estabelecido pela curadora, a exposição é dividida em cinco blocos que contemplam trabalhos realizados por Portinari nas mais diferentes temáticas e sua busca de um estilo ainda indefinido no momento de formação, mas que veio se consolidando com o tempo até atingir uma feição própria, reconhecida pela crítica nacional e internacional. A tensão entre o diálogo com diferentes artistas, dentre os quais Picasso, e a busca de uma linguagem própria é o fio condutor da exposição.

Os cinco blocos são: Da Escola Nacional de Belas-Artes a Paris; Um modelo constante; Cenas brasileiras; Projetos monumentais e Abstração. A mostra não é uma retrospectiva do pintor. Foi concebida a partir de alguns recortes no âmbito de sua produção, que contemplam o período de formação, entre o Rio de Janeiro e Paris; a prática de um gênero como o retrato; a decisão de dedicar-se à criação de “grandes telas, com muitas figuras agrupadas em enormes composições, com estruturas variadas”, provocada pela visão das obras de Paolo Veronese (1528-1588) na National Gallery de Londres em 1929; a realização de trabalhos de porte monumental para o Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, 1936 – 1944), a Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso (Washington, 1941), a igreja de São Francisco de Assis da Pampulha (Belo Horizonte, 1944-1945); algumas experiências com a abstração, apesar das críticas feitas por Portinari a uma arte que fugia do assunto.

Ao lado de trabalhos bastante conhecidos do pintor, como Retrato de Maria (1932), Domingo no morro (1935), Paisagem de Brodowski (1940), Sapateiro de Brodowski (1941), Criança morta (1944), a mostra apresentará obras pouco divulgadas como Meu primeiro trabalho (c. 1920), Retrato do poeta Olegário Mariano (1926), Nu (1930), Ronda infantil (1932). Serão ainda expostos três conjuntos significativos de estudos preparatórios para os projetos monumentais, pouco conhecidos pelo grande público, sobretudo no caso da Fundação Hispânica e da igreja de Belo Horizonte.

No ateliê de Portinari (1920-45) (Grande Sala)
de 14 de julho (convidados) a 11 de setembro de 2011, no Museu de Arte Moderna de São Paulo
Portão 3 do Parque do Ibirapuera – São Paulo, SP

Destaques da E-magazine #094

Confira:

– Ateliê aberto de restauro dos Painéis “Guerra e Paz” no Palácio Gustavo Capanema;
– Prisão de Ai Weiwei repercute no mundo todo;
– Bonhans leiloa obras criadas por Banksy em homenagem ao terceiro aniversário do Katrina

E mais: notícias da semana, agenda de exposições no Brasil e no Mundo, calendário de feiras internacionais e leilões de arte e a seção “Acontece”, com as principais mostras em cartaz. Para ler na íntegra, clique aqui.

Portinari roubado do MAC de Pernambuco é recuperado

O quadro “O Enterro”, de Cândido Portinari, roubado do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), foi recuperado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro duas semanas depois do seu desaparecimento. A tela de 1959, que faz parte da Série Azul do artista, está avaliada em meio milhão de euros e foi doada ao estado de Pernambuco em 1966 e estava exposta ao lado de cinco outras obras do artista, todas também doadas por Assis Chateaubriand.

A polícia encontrou o quadro nas mãos de uma pessoa que estaria supostamente negociando sua venda com colecionadores do Rio. Segundo os responsáveis pela operação, se deciciu interceptar o cuspeito antes que ele chegasse a se reunir com seu cliente para evitar riscos à obra.

Cândido Portinari é mundialmente famoso e este roubo teve repercussão internacional.

Fonte: ArteSelección

SDS fará coletiva para divulgar novas informações do roubo do quadro de Cândido Portinari

A Secretária de Defesa Social (SDS) marcou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, às 15h, para divulgar avanços nas investigações do furto do quadro de Cândido Portinari, chamado O Enterro, que foi roubado nesta quarta-feira do Museu de Arte Contemporânea de Olinda (MAC). A obra do artista plástico brasileiro é avaliada em até R$ 1,5 milhão.

O quadro ‘Enterro’ está orçado entre R$ 800 mil a R$ 1,2 milhão
(Foto: Chico Porto/ JC Imagem/AE)

O serviço Disque-Denúncia está oferecendo R$ 5 mil para quem fornecer informações sobre o roubo. Quem tiver qualquer informação sobre o roubo da obra pode ligar para os telefones (81) 3421.9595, para o Recife e Região Metropolitana, ou (81) 3719.4545, no interior. Lembrando que a segurança do MAC é feita apenas dois vigilantes e um monitor, responsáveis pelas mais de 4 mil obras do acervo, distribuídas por dois pavimentos.  A Polícia Federal e a Interpol foram comunicadas do roubo e solicitadas a entrarem no caso.

Fonte: Diário de Pernambuco