Galeria Luisa promove leilão de parede em prol da Associação Civil Anima

A Galeria Luisa Strina realizará o 10º leilão de parede em prol da Associação Civil Anima, entidade sem fins lucrativos que atende jovens e crianças e dá assistência às suas famílias. O leilão, que acontece no dia 18 de novembro, das 19h às 22h, é resultado de uma ação conjunta entre galerias e artistas, que gentilmente cedem suas obras para seja possível esta arrecadação de fundos.

convite20152-700x560_2

Este ano, 44 artistas de nove galerias participam da iniciativa. A Galeria Luisa Strina disponibiliza um catálogo virtual com os lances mínimos e detalhes das obras. O leilão de parede é um tipo de leilão silencioso, onde as obras são leiloadas simultaneamente no dia do evento. Todas as peças têm uma ficha onde as pessoas podem deixar seus lances. Quem tiver dado o maior lance ao fim do leilão arremata a obra.

Sobre a Anima
A Anima é uma ONG sem fins lucrativos que atua na área de Assistência Social. Iniciou suas atividades em 1994 com um grupo de senhoras doando cestas básicas às famílias soropositivas. Sua proposta foi se modificando e a Associação foi se qualificando em favor das crianças, visando oferecer melhores condições de enfrentamento da doença e a consequente escolha da área da educação, com uma equipe de pedagogos, incluindo atendimento médico, odontológico, fonoaudiológico, fisioterápico e psicológico em parceria com o SUS.

Atualmente a Associação Civil Anima mantém o Projeto Anima Jovem, Grupo de Convivência com Casas de Apoio, VoluntariAnima, Coral Anima e Projetos de Prevenção de DST/Aids. Atualmente, são atendidas 95 crianças (entre 6 a 12 anos), 80 jovens (entre 13 a 17 anos) e 160 familiares, além de atender 20 adultos de Casas de Apoio.

Sorteio
Ao fim do leilão, será sorteada uma obra do artista Cildo Meireles. Para participar, basta comprar um bem-casado da sorte no valor de R$100,00 (no local, por telefone ou via e-mail).

Anúncios

Prêmio ABCA divulga a lista dos premiados da edição de 2014

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) divulgou na última quarta-feira, dia 29 de abril, o resultado da votação do Prêmio ABCA destinado aos artistas visuais, curadores, críticos, autores e instituições culturais que mais contribuíram para a cultura nacional em 2014, segundo avaliação de seus membros.

Os prêmios são atribuídos pelo resultado da votação de cerca de 150 associados, em escala nacional, a partir das indicações que cada um envia para discussão e aprovação em Assembleia Geral da entidade. Atualmente, o prêmio contempla dez categorias. O troféu criado pelo escultor Nicolas Vlavianos, será entregue aos premiados no dia 19 de maio, às 20h, em cerimônia no SESC Vila Mariana. A ABCA põe em evidência personalidades por meio de homenagens e aponta destaques no cenário das artes plásticas.

Premiados

Prêmio Gonzaga Duque (crítico pela atuação durante o ano ou publicação – filiado)
Sandra Makowiecky

Prêmio Sérgio Milliet (autor por pesquisa publicada)
José Roberto Teixeira Leite pela publicação da obra João Turin: vida, obra, arte. Curitiba: Nossa Cultura, 2014.

Prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea)
Ana Maria Pacheco

Prêmio Ciccillo Matarazzo (personalidade atuante no meio artístico)
Sebastião Salgado

Prêmio Mário de Andrade (crítico pela trajetória)
Mariza Bertoli

Prêmio Clarival do Prado Valladares (artista pela trajetória)
Cildo Meireles

Prêmio Maria Eugênia Franco (curadoria pela exposição)
Aline Figueiredo pela mostra Percurso. Magia Propiciatória. MACP 40 anos. Museu de Cultura e Arte Popular da Universidade Federal do Mato Grosso, 2014.

Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (instituição pela programação e atividade no campo da arte)
Fundação Iberê Camargo – RS

Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição)
João Turin – vida, obra, arte realizada no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2014.

Prêmio Antônio Bento (difusão das artes visuais na mídia)
Caderno2 – O Estado de S. Paulo

via ABCA

Sai lista de brasileiros que estarão em grande mostra de museu norueguês

Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo

Um recorte poderoso da nova geração de artistas brasileiros estará numa grande mostra que o Museu Astrup Fearnley, em Oslo, abre em outubro. Essa será a contrapartida brasileira depois que o museu trouxe obras importantes de norte-americanos em seu acervo para uma mostra no pavilhão da Bienal de São Paulo, no parque Ibirapuera, há dois anos.

Embora a ideia dos curadores da mostra Gunnar Kvaran e Hans Ulrich Obrist seja destacar a “nova geração” das artes visuais do país, há também autores já consagrados na exposição.

A Folha teve acesso à lista dos artistas escolhidos, que tem nomes como Carlos Zilio, Cildo Meireles e Tunga, que despontaram nos anos 1960 e 1970, artistas com trajetórias já bem estabelecidas como Adriana Varejão, Fernanda Gomes, Milton Machado e Rivane Neuenschwander, além dos nomes mais fortes da novíssima geração, como Cinthia Marcelle, Jonathas de Andrade, Marcellvs L., Paulo Nazareth, Rodrigo Matheus, Sara Ramo e Sofia Borges. Há ainda uma artista moderna, a escultora surrealista Maria Martins, que morreu em 1973, e a participação do músico Caetano Veloso.

Outros nomes na mostra são: Adriano Costa, Arrigo Barnabé, Deyson Gilbert, Gustavo Speridião, J. Borges, Mayana Redin, Montez Magno, Paulo Nimer Pjota, Pedro Moraleida, Rodrigo Cass e Thiago Martins de Melo.

“São todos artistas que achamos que têm uma presença interessante no circuito global”, diz Kvaran à Folha. “Mas a ideia é mostrar a nova geração de artistas no Brasil, que está se distanciando das tradições neoconcretas, com uma orientação mais conceitual e profunda.”

Kvaran, islandês que dirige o Astrup Fearnley, vem trabalhando com Ulrich Obrist, o curador suíço à frente da Serpentine, em Londres, numa série de mostras com recortes geográficos como esse dedicado agora ao Brasil. Já montaram mostras específicas sobre artistas norte-americanos, chineses e indianos. Na opinião de Kvaran, a cena brasileira é hoje a mais forte no mundo.

“É uma geração muito forte, de artistas mais conceituais que estão inventando novas linguagens”, diz o curador. “Há uma verdadeira construção estética e um distanciamento muito claro da tradição neoconcreta, que foi muito forte no Brasil, e do formalismo que também vigorou muito no mundo.”

Galerias estrangeiras focam o Brasil em programação

Enquanto as galerias estrangeiras fincam pé no Brasil, artistas do país estão na mira dessas mesmas casas para mostras no exterior.

Em maio, a White Cube abre em Londres uma individual da artista Jac Leirner, brasileira que passa então a ser representada pela galeria britânica fora do país.

Na mesma galeria, Marcius Galan vai participar de uma mostra em julho, mês em que o curador brasileiro Adriano Pedrosa estará à frente de um projeto para selecionar artistas emergentes que farão sua estreia numa das galerias mais badaladas do planeta.

Depois que a Gagosian fez, há dois anos, uma mostra de neoconcretistas brasileiros em sua filial de Paris, chegou a vez de a Pace montar, no início do ano que vem, em seu espaço de Londres, uma mostra de escultura brasileira dos anos 1970 em diante, ou seja, da geração pós-neoconcreta.

“Estou explorando a evolução da arte brasileira para além do projeto construtivo”, diz Ricardo Sardenberg, curador à frente da mostra na Pace. “Não é uma negação da arte construtiva, mas o momento de ruptura que abre para outros vocabulários.”

Em entrevista à Folha, o diretor da Pace em Nova York, Marc Glimcher, adiantou que gostaria de ter nessa mostra nomes como Cildo Meireles e José Bento, de quem já comprou obras.

“Será a primeira mostra de brasileiros”, diz Glimcher. “Mas já pensamos na próxima, só com pintores.”

Texto publicado originalmente na Folha de S. Paulo

Museu Bispo do Rosário reabre com duas mostras

O acesso ao Museu Bispo do Rosário, em Jacarepaguá, ainda é ruim. O asfalto segue esburacado, e o trânsito, caótico. A sede da instituição, instalada na antiga administração da Colônia Juliano Moreira, ainda é pouco sinalizada. Não há placas informando sobre a existência de um museu ali. Fora isso, nos últimos dias, uma forte chuva derrubou o telhado de uma das galeiras e obrigou uma tropa de operários a correr para o local. Mesmo assim, é com euforia que os responsáveis pela instituição municipal anunciam para este sábado a reabertura do museu.

Depois de quase um ano fechado, o espaço voltará a receber o público. Na reabertura, duas exposições: “Ressucita-me” e “Sem fronteiras”, com mais de 50 peças.

“Estamos muito animados porque, além das pinturas, esculturas e instalações dos ex-pacientes da antiga colônia e da Casa de Saúde Doutor Eiras, em Paracambi, teremos uma escultura em ferro de Anna Maria Maiolino, uma nota “Zero Dollar”, de Cildo Meireles, uma pintura de Artur Barrio e um múltiplo de Damien Hirst “, diz o curador Wilson Lazaro.

Fonte: Yahoo Notícias

Feira Artigo Rio vai até dia 11; obra mais cara custa R$ 17 mil

O Rio de Janeiro abriga este ano a primeira edição da Artigo Rio – Feira de Arte Contemporânea. A proposta da feira é aproximar as galerias dos novos colecionadores, oferecendo obras de qualidade de jovens artistas expoentes ou em ascensão a preços acessíveis.

Todas as galerias participantes apresentarão os preços nas próprias obras e se comprometeram a expor 70% delas com valores médios entre R$ 500 e R$ 3 mil.

Serão cinco dias de duração no Centro de COnvenções SulAmérica, no Rio, onde os visitantes poderão circular entre os estandes de cerca de 30 galerias e coletivos artísticos nacionais e estrangeiros.

Vale a pena conferir o projeto “Cm² arte contemporânea”: cerca de 60 artistas convidados criaram obras de 1 cm² que serão vendidas entre R$ 0,50 e R$ 45,90. Entre os artistas que participaram deste projeto estão Rosângela Rennó, Cildo Meirelos, Antonio Dias e Carlos Vergara.

Paralelo à feira, haverá um painel com palestras e encontros com curadores, artistas e colecionadores. Também acontece o ARTIGO Essencial, um prêmio e Festival de Arte Urbana que vai reunir 140 artistas em 20 mostras pela cidade.

Adriana Varejão é artista brasileiro mais caro de feira em Nova York

 

“The guest”, 2004. Óleo sobre tela, 45 x 70 cm. A obra faz parte da série “Saunas”

Entre as obras mais caras da quinta edição da Pinta, feira anual de arte latino-americana que abriu ontem em Nova York, estão três artistas brasileiros.

Num só estande, da galeria carioca Athena, está uma tela da série “Saunas”, de Adriana Varejão, à venda por US$ 1,2 milhão, uma instalação de Mira Schendel por US$ 800 mil e um quadro de Cildo Meireles ofertado pelo mesmo valor.

Essa artista italiana radicada no Brasil é outra que está em ascensão no mercado. Mesmo com longa e respeitada carreira, Maiolino vem chamando mais atenção desde que foi escalada para a próxima Documenta, uma das mostras de arte mais importantes do mundo marcada para junho do ano que vem em Kassel, na Alemanha.

Na Pinta, seus trabalhos foram elogiados por Tiqui Atencio, do comitê de aquisições de arte latino-americana da Tate, em Londres, e Ella Cisneros, uma das maiores colecionadoras de arte da região que mantém um museu privado em Miami.

José Mario Brandão, sócio da galeria, diz que aumentou os preços das obras quando soube dos valores pedidos por trabalhos da mesma série agora expostos na galeria Dickinson, em Nova York.

Cada peça de “Livro da Luz”, pequenos quadros de motivos geométricos, não sai por menos de US$ 65 mil e tem de ser vendidos em grupos de quatro.

Jovens artistas que trabalham com motivos geométricos, aliás, também tiveram forte saída entre colecionadores que foram ao vernissage. Ricardo Alcaide, venezuelano radicado em São Paulo que dialoga com o construtivismo, teve três obras vendidas no estande da galeria Baró nas primeiras horas do evento.

Leilão de arte latino-americana na Sotheby’s fatura US 26.9 milhões

“Estamos muito satisfeitos com o resultado do leilão – o segundo maior da história em vendas de arte latino-americana na casa”, disse Carmen Melián, Diretora de Arte Latino-Americana da Sotheby’s.

A Family, de Fernando Botero

A Family, de Fernando Botero

Os destaques da noite eram as obras do colombiano Fernando Botero. A obra “A family”, de 1972, alcançou o preço mais alto do leilão, sendo vendida por US 1.398.500 (preço estimado entre US 1/1.5).

Una madre divertiendo a su hijo, Rufino Tamayo

Una madre divertiendo a su hijo, Rufino Tamayo

A segunda peça que atingiu o melhor preço foi “Madre divertiendo a su hijo” (1946), de Rufino Tamayo, que foi arrematada por US 1.370.500 (preço estimado entre US 1/1.5).

A obra “Relief” de Sergio Camargo excedeu a estimativa de venda depois de uma disputa entre três compradores e foi vendida por US 842.500 (estimada entre US 400 e US 600 mil). Outro brasileiro, Cildo Meireles, bateu seu recorde em leilões com a venda de “In-Mensa” (1982) por US$ 518,500 (estimada entre US$ 80 e US$ 120 mil).

Brasileiros ficam fora da mostra geral da Bienal de Veneza

Nenhum artista brasileiro figura entre os 82 nomes da exposição geral da próxima Bienal de Veneza, divulgados sexta passada, em Roma.

Enquanto a última edição da Bienal, em 2009, teve na mostra principal brasileiros como Renata Lucas, Lygia Pape e Cildo Meireles, a atual edição privilegiou nomes da Europa, 40 do total, e norte-americanos, 12 dos 82. A Bienal de Veneza é a maior e mais tradicional mostra de arte contemporânea do mundo e começa em junho.

Da América Latina, foram escolhidos os mexicanos Gabriel Kuri, destaque do último Armory Show, em Nova York, e Mariana Castillo Deball, a argentina Amalia Pica e o colombiano Nicolás Paris.

Esses são artistas convidados pela curadoria para ocupar o espaço central da Bienal, enquanto Veneza ainda mantém seus pavilhões nacionais com artistas indicados por cada país. O Brasil escolheu Artur Barrio como seu representante neste ano.

Leia a matéria na íntegra no site da Folha.com